Um instituto de pesquisas chamado Canalys reportou na última quarta-feira (24) que a Xiaomi tinha tomado a liderança da Samsung no mercado de smartphones indiano. A empresa chinesa teria enviado 8,2 milhões de celulares para o varejo no último trimestre de 2017, enquanto a Samsung teria feito o mesmo com apenas 7,3 milhões. Hoje (25), contudo, a Samsung refutou a afirmação de que a chinesa teria roubado seu lugar como marca mais vendida na Índia.

A Samsung não refuta os dados de remessas ao varejo analisados pelo Canalys. Em vez disso, a coreana traz outros dados, de um instituto alemão chamado GFK que analisa a quantidade de celulares definitivamente vendidos para os consumidores finais, e não a quantidade de unidades que chega ao estoque do varejo.

Não foi revelada a posição da Xiaomi nessa análise, mas a Samsung diz que tem a liderança “com folga”

Nos dados do Canalys, a Xiaomi teria atingido 27% de participação no mercado indiano, enquanto a Samsung teria caído para 25%. Outra empresa que faz análise de remessas, a Counterpoint Research, também indicou essa tendência, apontando 25% para a Xiaomi e 23% para a Samsung. Já os dados do GFK, apontados pela Samsung como mais importantes, mostra que a coreana mantém 40% de participação de mercado real, considerando apenas smartphones vendidos aos consumidores finais. Não foi revelada a posição da Xiaomi nessa análise, mas a Samsung diz que, considerando esse quesito, tem a liderança “com folga”.

“A Samsung competiu e liderou em todos os segmentos do mercado de smartphones indiano em 2017. Mais importante, a Samsung é a marca que mais inspira confiança na Índia. Nós devemos nossa liderança isolada ao amor e à confiança dos nossos milhões de clientes na Índia”, disse um porta-voz da empresa em comunicado oficial.

Remessas vs. Vendas

O vice-presidente da Samsung Índia, Asim Warsi, ainda afirmou que os dados da GFK são mais importantes para entender o mercado de smartphones porque eles refletem a quantidade de aparelhos que os consumidores realmente compram, e não os que ficam nos estoques do varejo por muitos meses. “A participação de mercado real é aquilo que nós vendemos para os nossos clientes e, nesse quesito, somos muito fortes”, disse.

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