Primeira morte causada pela ômicron é registrada no Reino Unido

1 min de leitura
Imagem de: Primeira morte causada pela ômicron é registrada no Reino Unido
Imagem: Shutterstock

Há algumas semanas, a OMS confirmou o registro da nova variante ômicron do coronavírus SARS-CoV-2, que já foi encontrada em dezenas de países ao redor do mundo, inclusive no Brasil. Agora, foi registrado o primeiro paciente morto pela cepa em um caso no Reino Unido.

Nesta segunda-feira (13), o primeiro-ministro Boris Johnson disse que o primeiro óbito causado pela variante aconteceu no Reino Unido e afirmou que o país está enfrentando uma onda gigante de ômicron. Conforme divulgado pelo secretário de saúde, Sajid Javid, a cepa já representa 20% dos casos na Inglaterra.

Casos devem aumentar

“Infelizmente, a ômicron gera hospitalizações, e foi confirmado que ao menos um paciente morreu em decorrência da cepa. Nós podemos ver a variante aumentando agora em Londres e em outras partes do país. Aqui na capital, ela representa cerca de 40% dos casos. Amanhã, representará a maioria e segue aumentando a todo o momento”, disse Johnson.

A B.1.1.529 foi detectada na África do Sul, com potencial de ser mais transmissível e ter maior escape imuneA B.1.1.529 foi detectada na África do Sul, com potencial de ser mais transmissível e ter maior escape imuneFonte:  Shutterstock 

A nova variante do coronavírus SARS-CoV-2 foi descoberta há algumas semanas na África do Sul e, até o momento, a única informação concreta é que as máscaras oferecem a melhor proteção contra todas as cepas. A eficácia das vacinas está sendo estudada, mas os cientistas acreditam que elas devem ser a melhor medida para evitar mortes e hospitalizações. Enquanto isso, os governos ao redor do mundo aplicam ações para tentar diminuir as infecções.

Como é uma cepa muito recente, até então, os cientistas não descobriram o potencial infeccioso e letal, mas estão trabalhando arduamente para encontrar a resposta. Contudo, segundo o secretário de saúde, os números devem aumentar drasticamente no Reino Unido durante as próximas semanas.

Para a aceleração da prevenção, o país expandiu doses de reforço e decidiu introduzir novas medidas para desacelerar a ômicron. Entre elas:

  • Reforço da obrigatoriedade do uso de máscaras em locais públicos fechados, teatros e cinemas;
  • A partir de quarta-feira (15), será necessário apresentar o passaporte da vacina contra covid-19 em casas noturnas e em outros locais grandes;
  • E, por último, o governo está aconselhando os residentes a trabalharem em casa, se puderem.

De acordo com uma análise da Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido, uma terceira dose oferece entre 70% e 75% de proteção contra os sintomas em infecções com a nova variante.

Fontes