Emirados Árabes vão enviar missão para Vênus e devem pousar em asteroide

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Imagem: NASA/Jet Propulsion Laboratory-Caltech
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Depois que o orbitador Hope, da Agência Espacial dos Emirados Árabes Unidos, entrou em órbita ao redor do planeta Marte em fevereiro passado, o país já iniciou o planejamento de outra missão, desta vez rumo ao chamado cinturão de asteroides, entre as órbitas do planeta vermelho e Júpiter, após fazer uma parada em Vênus. A viagem foi anunciada pelo primeiro-ministro dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Mohammed bin Rashid, em sua conta no Twitter.

Para cumprir a árdua missão que viajará 3,6 bilhões de quilômetros em cinco anos, uma espaçonave dedicada levará sete anos para ser construída. A ideia é aproveitar o sucesso da Emirates Mars Mission (EMM), que ficará na órbita marciana até 2023.

Se a EMM representou uma tarefa cinco vezes mais complexa do que os satélites de observação da Terra desenvolvidos anteriormente, diz a presidente da Agência Espacial dos Emirados Árabes Unidos, Sarah Al Amiri, "Esta missão [para Vênus] é cerca de cinco vezes mais complexa do que a EMM", conclui a também Ministra de Estado para Tecnologia Avançada.

Entendendo o cinturão de asteroides

Estudar o cinturão de asteroides, corpos rochosos remanescentes do início do Sistema Solar, ajuda a entender sua composição antes que os atuais planetas tivessem se formado. Essa região circular composta por vários objetos irregulares fica cerca de 200 milhões de quilômetros mais distante da Terra do que Marte.

O grande desafio para a espaçonave que será lançada em direção a Vênus em 2028 é que ela deverá ficar tanto mais próxima quanto mais distante do Sol do que o orbitador Hope. Dessa forma, irá necessitar de uma poderosa proteção contra o calor, mas também de isolamento térmico do frio.

A futura sonda espacial voará até Vênus e orbitará o planeta, retornando em seguida à Terra para, em uma manobra assistida por gravidade, aumentar sua velocidade para atingir o cinturão principal de asteroides além de Marte. Após essas complexas manobras de aproximação, a nave ficará próxima a um asteroide em 2030, e passará por outros seis, pousando no último deles, a 560 milhões de quilômetros da Terra, em 2033.