China arremessa módulo na Lua para não aumentar lixo espacial

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Imagem: CNSA/Divulgação
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A missão Chang'e 5 foi uma das mais complicadas já lançadas pelo homem para a exploração da Lua, envolvendo quatro módulos – um deles, em vez de permanecer em órbita da Lua, foi enviado de volta à superfície do planeta, onde permanecerá sem uso.

A decisão, segundo o controle da missão na Administração Espacial Nacional da China (CNSA), foi tomada para não transformar o módulo de ascensão da Chang'e 5 em lixo espacial, reduzindo os riscos de futuras missões de exploração lunar.

Em comunicado, a agência espacial disse que “esta é uma importante promessa feita pela China em relação à exploração e à utilização pacífica do espaço pelos humanos.

O módulo de ascensão da missão Chang'e 5 foi responsável por levar ao módulo de retorno, que permaneceu em órbita à espera, amostras coletadas pelo módulo de pouso na superfície lunar. No domingo (6), os dois realizaram uma complexa manobra de acoplamento para transferência das amostras do solo lunar.

Depois de sair da órbita lunar às 6h59, o ascensor caiu cerca de meia hora depois em um ponto a 0 graus de longitude e 30 graus sul de latitude.

Chegar, descer, coletar, subir, voltar

A missão Chang'e-5 foi lançada em novembro deste ano, consistindo de quatro módulos: o descendente, que compreendeu dois dos módulos, se separou do orbitador (formado pelos outros dois módulos) e pousou na Lua próximo a uma formação vulcânica no Oceanus Procellarum, uma região a oeste do satélite.


Ali, ele recolheu amostras geológicas de 1,21 bilhão de anos, mais novas do que aquelas trazidas pelas missões do programa Apollo (entre 3,1 bilhões e 4,4 bilhões de anos).

Encerrada a coleta de material, a lata com as amostras lunares foi transferida para o segundo módulo (o de ascensão). Este voltou à órbita da Lua, onde se acoplou ao módulo de serviço, transferindo as amostras para o módulo de retorno, que está programado para pousar no norte da Mongólia Interior da China em 16 de dezembro.