Tubos de lava na Lua e em Marte abrigariam cidades-base

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Imagem: NASA/JPL/ASU/Divulgação
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Desde que a sonda Odyssey Mars da NASA fotografou a superfície marciana revelando um intrincado mapa de túneis de lava e gigantescas claraboias em que os túneis desabaram, formando uma entrada, cientistas estudam qual seria o melhor local para explorar e instalar bases extraterrestres permanentes. E a hora de começar a explorar essa ideia é agora, concluíram pesquisadores de três universidades italianas em um artigo publicado na revista Earth-Science Reviews.

Claraboia com 180 metros de diâmetro em uma das encostas do Pavonis Mons, um grande vulcão marciano.Claraboia com 180 metros de diâmetro em uma das encostas do Pavonis Mons, um grande vulcão marciano.Fonte:  NASA/JPL/University of Arizona 

Segundo a Wikipedia, tubos de lava são "condutos naturais através dos quais a lava chega à superfície em um fluxo de magma expelido por um vulcão em erupção". Quando o fluxo cessa e a rocha esfria, o que resta são túneis vazios com paredes, pisos e tetos endurecidos. 

"Os desafios que a engenharia enfrentaria para instalar habitats dentro dessas cavernas tão impressionantes não são triviais e requerem estudos muito detalhados", explicou ao site Live Science o geocientista planetário da Universidade de Pádua Riccardo Pozzobon, um dos autores do estudo.

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A equipe de pesquisadores fez varreduras 3D a laser em tubos de lava na Terra para compará-las com imagens coletadas em Marte e na Lua e modelar o tamanho dos tubos intactos. Em Marte, os tubos de lava podem ter diâmetros variando entre 40 metros e 400 metros.

Os modelos sugerem que devem ter surgido quando o planeta era vulcanicamente ativo, por isso podem ser mais difíceis de serem encontrados intactos. Na Lua, eles chegam a ter 900 metros de diâmetro e, ao contrário do que ocorre no Planeta Vermelho, a maioria é estruturalmente sólida e melhor candidata à exploração, podendo abrigar milhares de pessoas como em pequenas cidades subterrâneas.

Por enquanto, nenhum rover é capaz de explorar esses labirintos. Segundo os pesquisadores, é preciso antes que orbitadores com radares de penetração do solo captem dados suficientes sobre essas formações subterrâneas para a elaboração de mapas detalhados.

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