Planeta Nove pode ser, na verdade, um buraco negro primordial

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De um lado, a dupla Batygin e Brown, do Time Planeta Nove, até agora à frente do placar; do outro ldado, Scholtz e Unwin, do Time Buraco Negro Primordial, que, em um lance sensacional, mudou os rumos da partida. Quem ganhará a disputa para saber o que distorce as órbitas do que está além de Netuno?

Os astrônomos Jakub Scholtz, da Universidade de Durham, e James Unwin, da Universidade de Illinois, publicaram em 24 de setembro um estudo sugerindo que o objeto misterioso que existe depois de Netuno seria um buraco negro primordial (PBH), formado não pelo colapso gravitacional de uma estrela, mas sim pela extrema densidade da matéria encontrada nos primórdios da expansão do universo.

O buraco negro primordial estaria orbitando o Sol a uma distância de 300 a 1 mil unidades astronômicas (ou UA, usada dentro do Sistema Solar, sendo que 1 UA = 150 milhões de quilômetros). Plutão, o corpo mais afastado do Sistema Solar, está a 39,5 UA. Para embasar a teoria, os pesquisadores se concentraram nas órbitas anômalas de objetos além de Netuno (chamados transnetunianos ou TNOs).

O objetivo massivo que influencia as órbitas dos objetos depois de Netuno era considerado um planeta. (Fonte: JPL-Caltech/R. Hurt)

O consenso é que as anomalias das órbitas são causadas por uma nova fonte gravitacional no sistema solar externo — desde 2016, aceito como o esquivo Planeta Nove. Mas Scholtz e Unwin argumentam que aceitar a existência de um PBH não é tão doido assim.

Difícil provar a nova teoria

Segundo eles, "a captura de um planeta errante pela gravidade do Sol é uma das principais explicações para a origem do Planeta Nove, e pode ter acontecido o mesmo com um buraco negro primordial". No entanto, poderia ser difícil confirmar essa teoria: a energia irradiada por um PBH, mesmo com uma massa dez vezes maior que a da Terra comprimida em um raio de 5 centímetros, é minúscula. Para superar esse obstáculo, os autores do artigo propõem buscar raios gama ou raios cósmicos.

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