Ubuntu, uma das maiores distribuições Linux do mundo, chega a sua nova versão: Jaunty Jackalope 9.04. Como esperado, o sistema promete aprimorar as principais características que o tornaram um sucesso. Cada novo lançamento do Ubuntu possui o ciclo de vida aproximadamente de 6 meses, quando uma nova versão é oficialmente apresentada. Por exemplo, o Jaunty Jackalope acabou de sair e o Ubuntu 9.10 Karmic Koala já foi previsto para outubro deste ano. Sempre as novas versões são lançadas nos meses de Abril e Outubro de cada ano.

Review sobre o Jaunty Jackalope

Pelo grande número de usuários desta distribuição e por toda a expectativa criada com o seu lançamento, nós desenvolvemos este review, abordando suas principais características e mudanças. Entre os principais tópicos que serão discutidos, vamos destacar:

  • Modificações já perceptíveis por meio do LiveCD;
  • Instalação do sistema;
  • Aprimoramentos no Desktop e nos efeitos gráficos do sistema;
  • Principais programas que já vêm instalados por padrão;
  • Conectividade com a Internet e reprodução de conteúdo multimídia.

Além disso, serão realizados testes de desempenho entre as versões 8.10 e 9.04, através de parâmetros como tempo de instalação e inicialização do sistema, assim como o uso da memória. Finalizando o artigo, vamos concluir se a instalação do Ubuntu é realmente satisfatória ou não.

Botando a mão na massa

Começando o nosso review sobre o Ubuntu 9.04, vamos abordar as principais novidades que já podem ser percebidas através do LiveCD.  Em seguida, iremos mostrar as maiores diferenças durantes processo de instalação.

Testando através do Live CD

Como nas versões anteriores, é possível usar o Ubuntu através de LiveCD, sem alterar as configurações do seu computador. Ao  iniciar o Ubuntu por esse método,  o usuário irá notar algumas mudanças na parte gráfica, pois como sempre, cada novo lançamento acompanha um novo papel de parede.

No Jaunty Jackalope já é possível conferir alguns efeitos do Compiz Fusion logo na sessão inciada por LiveCD, principalmente quando a sua placa de vídeo suporta tais recursos gráficos. Por exemplo, ao trocar de área de trabalho (canto direito inferior), aquela janela com setas é exibida no meio da tela. Em outras palavras, os efeitos gráficos estão melhores suportados pelo sistema de forma padrão. O vídeo abaixo (em italiano) demonstra algumas das funcionalidades realizadas através do próprio LiveCD:

 

 

 

Continuando as mudanças, os itens Sair, Desligar e Reiniciar não estão mais presentes no menu Sistema, mas agora no canto superior direito na tela. O controle ícone do volume também possui um novo design, muito mais intuitivo que nas versões anteriores. Existem muito mais mudanças no desktop, as quais ainda serão abordadas nesta matéria.   

Instalando o sistema

O processo de instalação tornou-se ainda mais intuitivo nesta versão, principalmente pelo fato da interface do instalador ter melhorado. Por exemplo, a tela do fuso horário está muito mais clara e organizada comparada com os lançamentos anteriores. Como é visível na imagem abaixo, o usuário pode visualizar de forma gráfica o mapa de todas as cidades que estão abrangidas num mesmo fuso horário.

Além disso, as principais opções de cada passo estão melhores explicadas. Isso pode ser conferido durante todo o processo, como na tela de inserção de dados do usuário, através das pequenas descrições abaixo dos campos. Isso ajuda o usuário que não é familiarizado com o uso de computadores. Na versão 8.10, ainda existia itens em inglês misturados com palavras em português.

Durante o particionamento, você pode notar a existência de um novo sistema de arquivos, o EXT4, além dos já conhecidos EXT3, ReiserFS, etc. Por este motivo, vamos discutir sobre os seus principais pró e contras em relação ao EXT3 a seguir.

Novo sistema de arquivos EXT4

O sistema arquivos EXT4 foi incorporado nesta nova versão do Ubuntu, sendo o sucessor do conhecidíssimo e bastante usado EXT3. Seu principal upgrade está nos tamanhos máximos de arquivos e de partições, os quais aumentaram consideravelmente. Como material de apoio, você pode obter mais informações sobre sistemas de arquivos aqui.

Disco rígidoPor exemplo, com o tamanho de bloco normalmente utilizado (4 kiB), o EXT3 suportava arquivos de até 2 TiB e partições menores que 16TiB. Já com o uso do EXT4, o limite do tamanho de arquivos passou para 16 TiB e do volume 1 EiB.  Ou seja, o armazenamento aumentou 16 e 64 vezes, respectivamente.  Além disso, este novo filesystem diminuiu a fragmentação de disco e o tempo  gasto na checagem de erros. Caso você esteja com dúvidas em relação às medidas apresentadas aqui, acesse este link.

Entretanto, o EXT4 pode apresentar o problema de perdas de dados na versão atual do Kernel do Ubuntu, 2.6.28. Acontece que, se o sistema cair sem que todas as escritas sejam terminadas, a situação até será identificada, contudo, poderão ocorrer problemas na reescrita do conteúdo  perdido. Segundo seus desenvolvedores, somente na versão 2.6.30 do Kernel tal problema será corrigido. Portanto, para quem necessita estabilidade, trabalhar com o EXT3 ainda é a alternativa mais garantida.

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Mudanças no Desktop

Nesta sessão vamos abordar as principais mudanças no Desktop do Ubuntu, incluindo tela de login, novos temas e efeitos gráficos.

Tela de login reformulada

A primeira diferença a ser notada na inicialização do ambiente gráfico Gnome é a tela de Login. Agora, ela está muito mais bonita, comparada com as versões anteriores. Seu novo visual elegante é bastante chamativo e atrai facilmente o usuário. Convenhamos, todos já estavam enjoados da tela de login antiga. Outra mudança também percebida é a tela de inicialização do sistema, responsável por exibir o progresso do carregamento do Ubuntu.

Novo tema do Ubuntu

Ao iniciar o ambiente gráfico, você pode notar que a interface do novo Ubuntu é muito parecida com as versões anteriores, com a barra de tarefas laranja, menu cinza, etc. Contudo, existe a possibilidade de aplicar um visual totalmente novo de maneira super fácil, através das opções de edição da área de trabalho.

Para isso, clique com o botão direito no desktop e escolha a opção “Alterar plano de fundo”. Em seguida, selecione a aba “Temas” e o ícone "New Wave". Se tudo ocorrer corretamente, o resultado poderá ser conferido imediatamente.

Entre as principais mudanças notáveis, está a barra de tarefa, a qual é composta por um preto acinzentado, gerando um efeito visual agradável. A transição entre janelas também se torna mais interessante, as quais possuem um contorno mais leve comparadas ao tema padrão. Seu uso é recomendado para usuários que só podem usar o sistema com os defeitos gráficos desativados.

Níveis de efeitos visuais

Como na versão anterior, em Jaunty Jackalope existe a possibilidade de escolha do nível de efeitos gráficos presentes no Desktop. Apesar de não ser um recurso totalmente novo, ainda está mais fácil selecionar o nível gráfico desejado. Para computadores que possuem configurações de hardware modestas para o padrão atual, deixar o nível de efeitos gráficos no mínimo é a melhor solução. 

Se a sua máquina possui uma placa de vídeo, mas ela é muito fraquinha, então a opção “Normal” é um bom negócio, visto que ela proporciona um ótimo custo benefício entre efeitos especiais e desempenho do sistema. Neste nível, já possível observar alguns efeitos como na troca entre janelas e áreas de trabalho.

Agora, caso o seu computador tenha uma boa placa de vídeo instalada, o campo extra se torna uma ótima opção. A partir daí, você poderá girar a sua tela como um cubo e aplicar efeitos como “gelatina” às janelas dos aplicativos abertos. Para aproveitar ainda mais o poder gráfico do hardware, é possível instalar o pacote compiz-fusion manager, o qual permite que você aproveite todos os recursos da extensão gráfica compiz fusion. Deste modo, a opção personalizada irá aparecer na janela.