Anunciadas oficialmente em maio de 2015, as memórias HBM finalmente chegarão até o consumidor através das primeiras placas de vídeo da série AMD Radeon R9 Fury.

O portfólio é composto pelos seguintes modelos: R9 Nano, R9 Fury e R9 Fury X. Para este ano, ainda podemos esperar uma placa dual-GPU, que também será equipada com a tecnologia HBM.

Estas placas da AMD são as primeiras a trazer tal novidade, justamente por se tratar de uma tecnologia desenvolvida pela própria AMD. A marca trabalhou em parceria com a Hynix para levar até o mercado uma memória mais rápida, capaz de transferir mais dados simultaneamente.

Conforme nossos testes recentes, podemos afirmar que esse padrão traz grandes benefícios na execução dos jogos. Entretanto, esta nova tecnologia não deve beneficiar apenas os consumidores que apostam nos produtos da AMD. Hoje, vamos mostrar algumas informações e revelar como esses chips podem revolucionar sua diversão.

O que é a memória HBM?

A HBM (Memória de Alta Largura de Banda) é um novo tipo de memória que pretende entregar melhor desempenho ao trabalhar com grande quantidade de dados e inovar em vários aspectos, incluindo a economia de energia e de espaço físico.

Em vez de usar chips alinhados e distribuídos horizontalmente na placa de vídeo — tal qual acontece com o padrão GDDR5 —, o novo projeto empilha os chips em uma inovadora arquitetura 3D, de modo que os módulos ficam posicionados na vertical.

Graças a tal artimanha, o HBM traz inúmeros benefícios quanto ao consumo de energia, à produção e às possibilidades de aplicação. A memória HBM é muito mais compacta, utilizando até 94% menos espaço da superfície do PCB.

Muito além de ser apenas um novo design, a HBM é uma tecnologia que visa a melhorias práticas. Há aqui um componente (que leva o nome de interposer) que conecta substrato, GPU, processador lógico e módulos de memória.

Essa nova forma de comunicação permite aumentar a interface da memória, saindo do padrão de 32 bits e passando para 1.024 bits por “pilha de memória”. Com essa alteração, há uma mudança na largura de banda da memória. Segundo a Hynix, cada “pilha” pode transferir até 128 GB/s. Os chips das placas Fury trabalham com clock de 500 MHz.

Além de todas essas melhorias, temos a questão da tensão de operação. As memórias GDDR5 trabalhavam com 1,5 volts. As memórias HBM, por outro lado, funcionam com tensões reduzidas de apenas 1,2 volts. Isso significa que elas são muito melhores do ponto de vista energético e apresentam temperaturas favoráveis para trabalho intenso.

A importância da sustentabilidade

Um dos grandes problemas das principais soluções de memória concorrentes (como os componentes GDDR5) é a necessidade de muito espaço para a instalação dos módulos. Tal característica requer a construção de placas maiores e menos eficientes.

O desenho da HBM reduz o espaço necessário para os chips em 94%. Isso resulta em uma arquitetura de chip mais compacta de memórias empilhadas e uma comunicação mais eficiente oferecida pela tecnologia Interposer, desenvolvida pela AMD.

O design oferece maior eficiência energética, com mais de três vezes os GBs de Alta Largura de Banda por Watt. E o menor consumo energético também gera menos calor, o que significa que o sistema de refrigeração pode operar em baixa velocidade e economizar energia.

Em outras palavras, a nova tecnologia de memória da AMD resulta em menores custos de produção, menores custos de energia e menos fontes utilizadas, com melhores soluções. Isso já pode ser notado nas placas Fury, mas tende a ser um padrão de mercado.

Tecnologia aberta para o surgimento de produtos melhores

Visando sempre ao desenvolvimento de soluções diversificadas para o consumidor, a fabricante das placas Radeon liberou a utilização da HBM para que outras empresas possam desenvolver produtos melhores e mais robustos.

Apesar de contar com patentes da AMD, a HBM é uma tecnologia aberta, que pode ser utilizada livremente pela indústria em diferentes componentes e dispositivos. A ideia é propiciar a criação de novos aparelhos, como smartphones, notebooks, tablets e outros — o que inclui, obviamente, soluções de concorrentes diretas da AMD.

Claro que o foco da AMD é muito mais nos chips gráficos para computadores e video games, e a tecnologia HBM deve ser uma forma excepcional para o desenvolvimento de produtos cada vez menores e mais potentes.

Uma tecnologia ideal para a realidade virtual

A fabricante ressalta que o objetivo é sempre buscar atingir um realismo maior e trazer mais recursos. Um dos principais alvos da tecnologia HBM é a realidade virtual, uma nova forma de experimentar os jogos com acessórios como os óculos Rift.

Este próximo passo na indústria do entretenimento exige uma potência maior de processamento para manter as imagens em um fluxo fluido e dar suporte a resoluções cada vez mais altas para garantir a imersão dos consumidores.

Além disso, os dispositivos não podem ser grandes ou pesados demais, para que sejam mais confortáveis e fáceis de usar. A HBM tem o design ideal para entregar a potência e a leveza necessárias para os aparelhos do futuro.

AMD e seus parceiros na liderança do setor

É fundamental ressaltar que a AMD saiu na frente com a tecnologia HBM. Isso aconteceu há sete anos, quando a fabricante e empresas parceiras começaram a investigar formas mais inteligentes de usar a memória em dispositivos de grande poder de processamento.

Em comunicado oficial, a AMD revelou que o GDDR5 poderia ser utilizado por mais uma ou duas gerações, mas a busca por maior performance e sempre inovar levou a companhia a apostar no HBM, o que vem sendo uma verdadeira revolução para a indústria e os consumidores.

Lançando a arquitetura Fiji com tecnologia HBM, a AMD conseguiu a liderança em tecnologia no setor de chips gráficos de alta performance. Daqui para frente, a fabricante pretende continuar no topo, junto a seus parceiros, no desenvolvimento de placas ainda mais eficientes e poderosas, apostando em melhorias nessa tecnologia promissora.

Como a memória HBM vai revolucionar a computação?

Como você pôde conferir nos tópicos acima, em termos de performance, a tecnologia HBM propiciará o desenvolvimento de produtos cada vez mais robustos, alcançando desempenho inigualável.

Levando em consideração a questão da eficiência energética, essa novidade deve propiciar o surgimento de produtos cada vez mais econômicos. Além disso, a redução no tamanho dos dispositivos é um passo adiante, que deve implicar na redução do uso de materiais, o que é excelente do ponto de vista de sustentabilidade.

No fim das contas, a revolução acontecerá tanto pelas mãos da AMD quanto de empresas parceiras e concorrentes, que poderão aproveitar essa tecnologia aberta para criar uma cadeia de produtos mais inteligentes e eficientes. O futuro é agora com a tecnologia HBM!

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