Quem costuma acompanhar as notícias sobre protestos, passeatas ou finais de campeonatos de futebol, sabe que, basta que haja algum problema para que algumas saraivadas de balas de borracha acabem sendo disparadas contra a massa de pessoas. O problema é que, por mais que essa munição e outros tipos de equipamentos sejam classificados como não-letais, mortes e ferimentos graves continuam ocorrendo por conta da força do projétil. Ao que parece, a tecnologia pode ajudar a prevenir essas infelicidades com um novo tipo de arma.

Chamada de Pogojet, o equipamento registrado nos Estados Unidos consiste em um pequeno revolver que promete manter a precisão dos tiros, ao mesmo tempo que consegue controlar a força com que a munição é propelida. Esse gerenciamento da velocidade do ataque é um crucial para evitar casos recorrentes em situações de contenção de público. Um exemplo? Quando um policial acaba disparando à queima-roupa, um equipamento tradicional não faz distinção de distância e utiliza sua potência máxima – uma receita pronta para tragédias.

O segredo da pistola hi-tech é a utilização de balas calibre .50 capazes de ajustar sua aceleração conforme o trajeto até o alvo. Usando um sistema de propulsão diferente do de armas convencionais, o produto utiliza a força da explosão inicial – depois do gatilho ser apertado – para empurrar um cilindro de metal para dentro da munição, ejetando o objeto pelo cano. Para administrar a velocidade, o projétil pode aliviar a pressão interna deixando escapar ar por saídas na sua base – efetivamente diminuindo o seu impacto.

Para captar a força necessária para o tiro, o dispositivo conta com um leitor de distância laser, tornando a arma mais eficiente nas mais diversas situações e com a capacidade de efetuar disparos com precisão a até 100 metros e 320 quilômetros por hora. Apesar de esses números indicarem que acidentes fatais ainda podem ocorrer em alvos próximos, a ideia, segundo Jeffrey Widder, pesquisador e criador do item, é que a sensação de ser alvejado pelo brinquedinho seja o equivalente a – acredite se quiser – uma picada de abelha.

Ainda que o sistema tenha sido registrado em 2009 e a patente certificada em 2013, o equipamento ainda passa por testes e rende protótipos para a produção do material final, que deve ter corpo de metal, incorporar melhor o sensor de distância e poder ser acoplada em outros tipos de armamentos pesados – como uma opção não-letal de combate. Será que um dia veremos uma dessas por aqui?

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