Hugo Barra, brasileiro vice-presidente da Xiaomi. (Fonte da imagem: Reprodução/CNET)

O brasileiro Hugo Barra, ex-vice-presidente de produtos da Google, agora é uma das mentes por trás das estratégias de mercado da Xiaomi, uma das mais promissoras fabricantes de gadgets da atualidade. Em entrevista ao portal CNET, Barra revelou parte dos planos de sua nova casa: a companhia deverá se tornar uma empresa global até 2016.

A julgar pelos comentários de Barra, a ousada meta deverá ser alcançada com certa folga: engenheiros que trabalharam nas pomposas empresas do Vale do Silício, como Google e Facebook, fazem parte da equipe de desenvolvimento da Xiaomi. “Quando você reúne pessoas inteligentes e apaixonadas e permite que a organização funcione de forma fluida, vários pequenos times acabam sendo formados”, disse o brasileiro ao site estrangeiro.

Barra faz menção ao pensamento global da Xiaomi: “Em um ano ou dois, estaremos completamente focados no lançamento de produtos inerentemente globais. Sempre que pensamos em um novo recurso, tentamos concebê-lo sob uma perspectiva chinesa e também sob uma perspectiva global”, revelou o executivo durante a entrevista.

Números

Em 2012, cerca de 7 milhões de smartphones foram produzidos pela Xiaomi; no ano seguinte, a marca dos 18 milhões foi atingida. A sede da companhia está hoje localizada em Pequim, em um escritório duas vezes maior do que a “sala-mãe” da empresa. Por visar o mercado global, a Xiaomi pensa naturalmente em expansão: atualmente, negociações para a abertura de mais escritórios na Malásia, Índia e Brasil estão a todo vapor.

Sede da empresa, em Pequim. (Fonte da imagem: Reprodução/CNET)

“É da cultura chinesa reverenciar o trabalho. As pessoas o levam muito a sério... Não que no Vale do Silício as coisas não sejam assim, mas notei uma paixão impressionante por aqui – quase a um nível pessoal [entre emprego e funcionário]. A competição é levada a sério”, comentou ainda Barra ao perfilar parte de sua equipe de engenheiros.

Popularização de produtos já existentes

A Xiaomi trabalha atualmente em um novo smartphone com tecnologia 4G – detalhes adicionais acerca do mobile não foram fornecidos por Barra. E a intenção da fabricante chinesa é popularizar seus produtos em meio a todo o mercado (pode ser que uma publicidade maior sobre os aparelhos Redmi e Mi-3, por exemplo, seja notada a partir deste ano). De acordo com o brasileiro, “a missão da companhia é criar smartphones de baixo preço, focados em qualidade e performance”.

Relação estreita e exclusiva com OS Android

Quando levantada a hipótese sobre o uso de sistemas operacionais alternativos ao da Google por smartphones da Xiaomi, Barra foi certeiro em dizer que, ao menos até o momento, a intenção é produzir apenas mobiles equipados com o sistema Android. “Não planejamos fazer nada além de smartphones Android”, disse o executivo. 

Engenheiros já trabalharam em Google e Facebook, por exemplo. (Fonte da imagem: Reprodução/CNET)

Considerando a ousada meta estabelecida pela companhia, o fator “tempo” mostra-se fundamental. “Se você olhar para outros entusiastas que falharam ao desenvolver novos ecossistemas, verá que, apesar de existirem grandes plataformas, muito trabalho e tempo foi gasto durante a elaboração do software”, esclareceu o vice-presidente da Xiaomi em alusão à eficácia do método de produção da empresa chinesa.

Uma nova potência está à margem do mercado global: é certo que em pouco tempo, conforme estipula o próprio executivo, os objetivos visados pela Xiaomi serão alcançados. Hugo Barra está estudando mandarim e diz já ter se acostumado a andar pelas suntuosas ruas de Pequim. Quando veremos a inauguração de escritórios da Xiaomi por aqui? Fique ligado no Tecmundo e acompanhe novidades sobre o assunto.

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