Está na hora de deixarmos um pouco as posições de lado e sabermos o que as principais figuras do mundo da tecnologia pensam sobre a vitória e futuro comando de Donald Trump na presidência dos Estados Unidos da América. Antes, já indicamos o que a indústria e o Vale do Silício pensam sobre o empresário, agora político. Agora, alguns CEOs soltaram pensamentos sobre o assunto.

Vale notar que Trump não costuma trocar emails e raramente usa algum tipo de tecnologia presente na rotina de milhões de pessoas, como um notebook, mas isso não deve ser um problema para o homem que buscar tornar a América "great again". A grande questão é que as companhias tecnologias são vitais na economia norte-americana — e elas estão entre as mais valiosas do mundo —, e não há uma certeza sobre como Trump vai lidar com essa indústria. Na verdade, há apenas esperança de que as coisas não desandem.

Então, acompanhe as opiniões aqui embaixo.

Sem choro nem vela

Shervin Pishevar, CEO do Hyperloop One, ficou irado. Ele até anunciou no Twitter que "fundaria uma campanha legítima para separar a Califórnia" dos Estados Unidos.

Stewart Butterfield, CEO do Slack, aquela ferramenta corporativa de troca de mensagens em grupos, disse que estava "com o coração quebrado".

Fomentar uma cultura diversa e inclusiva, espera Satya

Mark Zuckerberg, o dono do Facebook que não precisa de muita introdução, fez uma declaração na própria página pessoal na rede. "O trabalho será maior do que qualquer presidência anterior e o progresso não se move em linha reta", disse, pedindo que as pessoas "trabalhem ainda mais" do que antes para "melhorar o mundo".

Satya Nadella, atual CEO da gigante Microsoft, comentou sobre a vitória de Trump em sua própria página no LinkedIn. Nadella parabenizou Trump e disse que a Microsoft estaria pronta para trabalhar com quem ganhasse as eleições. "O nosso compromisso com nossa missão e os nossos valores são firmes e, em particular, buscam fomentar uma cultura diversa e inclusiva".

Cook espera unidade

Tim Cook, CEO da também gigantesca Apple, continuou com tom de unidade, pedindo para os cidadãos se unirem. De acordo com um memorando interno entregue para funcionários da companhia, Cook disse o seguinte: "Nós temos uma equipe diversa de funcionários, incluindo apoiadores de ambos os candidatos. Independente de nossos apoios, a única maneira de seguirmos em frente é seguirmos em frente juntos".

"Enquanto há várias discussões hoje sobre as incertezas que vêm pela frente, você pode ter certeza que a Apple não mudou. Nossa companhia está aberta para todos, e celebramos a diversidade de nossos funcionários aqui nos EUA e no mundo — independentemente de como seja a aparência deles, de onde eles vêm, quem eles cultuam ou quem eles amam".

Musk não comentou diretamente a vitória de Trump

Elon Musk, CEO da Tesla, não escreveu nada sobre o assunto, porém, retweetou uma mensagem do jornalista Gleen Greenwald, a qual comenta que Donald Trump está cético sobre os problemas climáticos e as escolhas para dirigir a agência de proteção ambiental norte-americana. Em 2015, Musk havia dito que "Trump não merece uma nomeação do Partido Republicano".

Jack Ma, CEO da Alibaba, disse que a relação entre EUA e China é crítica, e que se Trump não trabalhar de maneira positiva com o país, tudo será um "desastre".

Meg linkou Trump com fascistas como Adolf Hitler e Benito Mussolini

Meg Whitman, CEO da Hewlett-Packard (HP), linkou Trump com fascistas como Adolf Hitler e Benito Mussolini. Whitman ainda comentou que Trump é um "demagogo desonesto".

Jeff Bezos, CEO da Amazon, trocou diversas farpas via Twitter com Donald Trump e tweetou que vai "reservar um assento no foguete Blue Origin" para o agora presidente. Também lançou a hastag "#sendDonaldtospace".

Bill Gates, fundador da Microsoft, comentou em um evento de caridade que Donald Trump "não é conhecido pela filantropia, mas por outras coisas".

Jack Dorsey, CEO do Twitter, foi efusivo ao expressar o próprio descontentamento: "Este país foi fundado sobre uma evidência e verdade inexorável: todas as pessoas são criadas em igualdade"

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