Logo TecMundo
Segurança

Exército do Brasil realiza treinamento contra cibercriminosos

A iniciativa terá quase 1 mil participantes, representando órgãos públicos, agências reguladoras e entidades de 20 países.

Avatar do(a) autor(a): André Luiz Dias Gonçalves

schedule16/09/2025, às 08:45

updateAtualizado em 16/09/2025, às 09:53

Começou na segunda-feira (15) o Exercício Guardião Cibernético 7.0 (EGC 7.0), sétima edição do treinamento de defesa cibernética considerado o maior do tipo no hemisfério Sul. As atividades acontecem na Escola Superior de Defesa (ESD), em Brasília (DF), e no Comando Militar Norte (CMN), em Belém (PA).

Organizada pelo Ministério da Defesa, a iniciativa chega à sua nova edição com recorde de participantes. Serão 750 pessoas de 20 países, representando mais de 160 instituições, realizando o treinamento até a próxima sexta-feira (19) — consideradas as atividades online, o número chega a quase 1 mil inscritos.

smart_display

Nossos vídeos em destaque

abertura-do-exercicio-guardiao-cibernetcio-7
Abertura da sétima edição do treinamento, em Brasília. (Imagem: Érico Alves/Ministério da Defesa/Reprodução)

O que é e como funciona o Guardião Cibernético 7.0?

Coordenado pelo Comando de Defesa Cibernética do Exército Brasileiro (ComDCiber), o EGC 7.0 é um treinamento para testar as capacidades de defesa cibernética do Brasil. A iniciativa inclui simulações que possibilitam verificar a eficácia de planos de contingência e validar diferentes estratégias de mitigação.

  • O objetivo é aprimorar o preparo das Forças Armadas e das instituições envolvidas na segurança nacional e na proteção de infraestruturas críticas em áreas como transporte, energia, finanças e comunicações;
  • Durante a atividade, os participantes também vão desenvolver soluções inovadoras para fortalecer a capacidade de reagir a ataques cibernéticos coordenados e de grande complexidade;
  • Em uma das simulações, diretores de empresas e entidades participantes são colocados em situação difícil, sentindo na pele um problema de origem tecnológica com o qual nunca lidaram;
  • Outros exercícios envolvem as equipes técnicas, com a finalidade de melhorar seu desempenho, e uma ocorrência muito maior, afetando várias empresas e passando a oferecer riscos ao país como um todo.

Para esta nova edição, a participação de Belém representa um papel estratégico. A capital paraense receberá um hub especial de operações, contribuindo na preparação para a 30ª Conferência da Organização das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), marcada para novembro.

Com isso, os organizadores acreditam ser possível reforçar a proteção dos sistemas digitais que fornecerão suporte à COP30, que terá grande visibilidade internacional. Cerca de 50 mil pessoas são esperadas na conferência, representando quase 200 países.

abertura-do-exercicio-guardiao-cibernetico-7
As atividades do EGC 7.0 também acontecem em Belém, em preparação para a COP30. (Imagem: Érico Alves/Ministério da Defesa/Reprodução)

Resiliência das infraestruturas críticas nacionais

Iniciativas como o EGC 7.0 contribuem para aprimorar cada vez mais a resiliência tecnológica do país, de acordo com o Ministério da Defesa. Isso inclui a capacidade de um sistema de TI ou infraestrutura digital de prevenir, identificar, responder e se recuperar de falhas de hardware, ciberataques, erros humanos ou desastres naturais.

Na abertura do evento, o general Hertz Pires do Nascimento, chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército (DCT), afirmou que o Guardião Cibernético consiste em uma “excelente ferramenta de integração do Ministério da Defesa com empresas e organizações que participam de uma atividade extremamente técnica”. 

Ele explicou, ainda, que o Brasil tem apresentado um grande crescimento na área, com potencial até mesmo para exportar tecnologia.

Curtiu o conteúdo? Leia mais notícias no TecMundo e compartilhe-as com os amigos nas redes sociais.

Perguntas Frequentes

O que é o Exercício Guardião Cibernético 7.0 (EGC 7.0)?
O EGC 7.0 é a sétima edição de um treinamento de defesa cibernética coordenado pelo Comando de Defesa Cibernética do Exército Brasileiro (ComDCiber). Considerado o maior do tipo no hemisfério Sul, o exercício testa a capacidade de resposta do Brasil a ataques cibernéticos, por meio de simulações que avaliam planos de contingência e estratégias de mitigação.
Quem participa do EGC 7.0 e qual é a sua abrangência?
O treinamento conta com cerca de 750 participantes presenciais de 20 países, representando mais de 160 instituições, incluindo órgãos públicos, agências reguladoras e entidades internacionais. Com as atividades online, o número total de inscritos chega a quase 1 mil pessoas.
Quais são os objetivos principais do exercício?
O EGC 7.0 busca aprimorar o preparo das Forças Armadas e de instituições envolvidas na segurança nacional, especialmente na proteção de infraestruturas críticas como transporte, energia, finanças e comunicações. Além disso, promove o desenvolvimento de soluções inovadoras para reagir a ataques cibernéticos coordenados e complexos.
Como funcionam as simulações realizadas durante o EGC 7.0?
As simulações colocam diretores e equipes técnicas em situações desafiadoras, como enfrentar problemas tecnológicos inéditos ou lidar com ataques que afetam múltiplas empresas e representam riscos ao país. O objetivo é testar a capacidade de resposta e melhorar o desempenho dos participantes.
Qual é o papel estratégico de Belém (PA) no EGC 7.0?
Belém abriga um hub especial de operações durante o exercício, contribuindo para a preparação da cidade para sediar a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), prevista para novembro. A participação da capital paraense visa reforçar a segurança dos sistemas digitais que darão suporte ao evento.
O que significa “resiliência tecnológica” no contexto do EGC 7.0?
Resiliência tecnológica refere-se à capacidade de sistemas de TI e infraestruturas digitais de prevenir, identificar, responder e se recuperar de falhas, ciberataques, erros humanos ou desastres naturais. O EGC 7.0 contribui para fortalecer essa resiliência no Brasil.
Qual a importância do EGC 7.0 para o desenvolvimento tecnológico do Brasil?
Segundo o general Hertz Pires do Nascimento, o exercício é uma excelente ferramenta de integração entre o Ministério da Defesa e empresas e organizações técnicas. Ele destacou que o Brasil tem avançado significativamente na área de defesa cibernética, com potencial até para exportar tecnologia.
star

Continue por aqui