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Homem filma mulher com óculos e exige dinheiro para apagar vídeo das redes

Após ser abordada em um shopping center, uma mulher teve suas imagens vazadas em redes sociais; o homem que filmou exigiu dinheiro para apagar o conteúdo das redes.

Avatar do(a) autor(a): Felipe Vitor Vidal Neri

schedule11/05/2026, às 12:30

updateAtualizado em 11/05/2026, às 12:54

Após ser abordada por um homem nas ruas de Londres, uma mulher foi seguida e filmada sem autorização por essa pessoa com um óculos inteligente. O vídeo desse conteúdo foi publicado nas redes sociais e soma mais de 40 mil visualizações. Ao solicitar que o material fosse excluído, o homem pediu dinheiro em troca da remoção, conta a BBC.

A mulher, que não teve a sua identidade revelada, explicou que foi parada por um homem enquanto caminhava em um shopping na cidade londrina. De início, ela pensou que ele queria apenas puxar papo, mas o homem a seguiu por um tempo. Dias depois, um amigo a enviou o vídeo.

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Com mais de 40 mil visualizações, o conteúdo mostrava a mulher de maneira não consensual. “Minha reação inicial foi um completo choque. Ele não estava com o celular e não tinha nenhuma câmera apontada para o meu rosto”, diz a vítima. Ela ainda contou que se sentiu “humilhada pela situação”.

Vídeos como esse são postados em redes sociais para dar dicas de namoro ou paquera para homens. Os criadores abordam mulheres e filmam a interação quase que secretamente com óculos inteligentes, como o Ray-Ban da Meta, ou outras câmeras escondidas, sem que as mulheres saibam.

Homem quis dinheiro para apagar o vídeo

Ao tentar contatar o homem que a filmou, a vítima se disse surpresa com a resposta. No e-mail de retorno, o indivíduo que a filmou alega que está dentro dos parâmetros da lei. Por esse motivo, ele não é obrigado a excluir o material. Apesar disso, o homem explica que pode remover o vídeo “como um serviço pago”.

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Email de resposta do homem para Alice (Imagem: BBC / reprodução)

Contatado pela BBC, o homem explica que "a intenção sempre foi criar interações leves e respeitosas". Ele também sugere que revisa cada caso separadamente quando indivíduos expressam desconforto. Ao ser questionado sobre remover o vídeo como um “serviço pago”, ele conta que isso pode ter sido um mal-entendido.

"Entendo como essa escrita pode ter sido interpretada de forma diferente e lamento que não tenha sido mais clara", acrescentou. Ainda assim, o homem não removeu o vídeo a pedido de Alice, que se sente desconfortável ao saber que ele ainda tem os arquivos. O TikTok removeu o conteúdo e excluiu a conta do homem, que publicou o vídeo em outras redes sociais depois disso.

O homem possui múltiplos perfis em diferentes redes sociais onde posta vídeos de caráter bem similar. A Meta, dona de algumas dessas plataformas, removeu o vídeo em que Alice é filmada. O canal do YouTube do criador foi aparentemente desativado pelo Google recentemente.

A polícia chegou a abrir uma investigação a respeito deste caso, mas não conseguiu prosseguir por conta da “falta de informações”. No Brasil, filmar pessoas na rua não é ilegal, caso elas não sejam o assunto principal do material, estejam na condição de transeunte ou forneçam a permissão. Porém, publicar vídeos sem consentimento afeta a honra do indivíduo e cabe processo — além do crime de extorsão para apagar o vídeo.

Por falar no Ray-Ban da Meta, relatos indicam que a empresa usa companhias terceirizadas para analisar vídeos íntimos dos usuários. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

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