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Segurança

Japão cria drones de guerra feitos de papelão que voam a mais de 100 km/h

O drone AirKamuy 150 tem autonomia de voo de 80 minutos, chega a mais de 100 km/h de velocidade e custa 10x menos que modelos convencionais.

Avatar do(a) autor(a): André Luiz Dias Gonçalves

schedule11/05/2026, às 15:00

Drones de combate feitos de papelão são a nova aposta do Japão para os conflitos da guerra moderna. Muito mais baratos do que os modelos convencionais utilizados por países como Estados Unidos, Irã, Rússia e Ucrânia, essas opções diferenciadas podem voar a mais de 100 km/h.

Desenvolvida pela empresa AirKamuy, a aeronave traz o mesmo tipo de material presente nas caixas de encomendas enviadas por lojas online, reforçado com revestimento resistente à água. Detalhes do equipamento foram revelados recentemente pelo ministro da Defesa do Japão, Shinjirō Koizumi, no X (Twitter).

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Alta capacidade de produção em massa

Batizado de AirKamuy 150, o drone de papelão é um modelo de asa fixa equipado com sistema de propulsão elétrica capaz de voar por até 80 minutos, alcançando mais de 100 km/h de velocidade máxima. Ele transporta cargas úteis de até 1,4 kg.

  • O uso do papelão ondulado oferece uma série de vantagens, como a possibilidade de produção em massa em uma linha de montagem;
  • Além disso, qualquer mecânico com acesso a máquinas de corte de papelão consegue produzi-lo, dispensando a necessidade de equipamentos de empresas aeroespaciais;
  • Pré-fabricados, eles são enviados dobrados e podem ser montados em no máximo 10 minutos cada unidade;
  • Como o papelão possui menor refletividade ao radar, é mais difícil de ser rastreado que os drones convencionais, um diferencial interessante em situações de conflito.

De acordo com o site Tom's Hardware, cada unidade do AirKamuy 150 custa de US$ 2 mil a US$ 2,5 mil, ou de R$ 9,8 mil a R$ 12,2 mil pela cotação do dia. Aeronaves não tripuladas militares de baixo custo, como o popular drone Shahed, têm custo estimado entre US$ 20 mil e US$ 50 mil (de R$ 98,1 mil a R$ 245 mil).

A novidade pode ser usada de diferentes maneiras, funcionando como alvo aéreo ou para forçar a ativação de radares inimigos, por exemplo. Ela também serve como proteção para modelos mais valiosos e ajuda a sobrecarregar sistemas de defesa aérea se usada em enxames.

Segundo Koizumi, a Força Marítima de Autodefesa do Japão já utiliza o drone de papelão como alvo. O ministro, no entanto, não especificou se o AirKamuy 150 faz parte de treinamentos militares ou funciona como isca em missões.

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