Toshiba sofre ataque de hackers que fecharam oleoduto nos EUA

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A Toshiba anunciou, nesta sexta-feira (14), que uma de suas unidades sofreu um ciberataque do grupo DarkSide. A empresa disse que uma quantidade mínima de dados de trabalho foi perdida.

O DarkSide é o grupo que provavelmente atacou o Colonial Pipeline, um dos maiores e mais importantes sistemas de oleoduto nos Estados Unidos. Em ambos os casos, os cibercriminosos utilizaram um ransomware, um tipo de malware que bloqueia o acesso da vítima aos arquivos do sistema e fazendo dela uma espécie de "refém", já que os criminosos cobram dinheiro (normalmente em bitcoin) para que o acesso seja restabelecido.

No caso do conglomerado japonês, o crime afetou uma unidade da empresa localizada na Europa que fabrica impressoras de códigos de barras. A vertente está avaliada em cerca de US$ 2,3 bilhões (cerca de R$ 12 bilhões na cotação atual).

Toshiba

"Existem cerca de 30 grupos dentro do DarkSide que estão tentando hackear empresas o tempo todo e dessa vez eles tiveram sucesso com a Toshiba", explicou Takashi Yoshikawa, analista sênior de malware da Mitsui Bussan Secure Directions, empresa japonesa de segurança digital, em entrevista à Reuters.

De acordo com Yoshikawa, o modelo de trabalho home office está deixando muitos empreendimentos vulneráveis a ataques como esses. Ele argumentou que utilizar os computadores das empresas em casa não traz a mesma segurança do que utilizar as máquinas nos escritórios.

Apesar de a Toshiba dizer que pouco foi perdido no ataque, a empresa de segurança cibernética forneceu capturas de tela mostrando que mais de 740 GB de informações foram comprometidas. No meio desse montante de dados estão várias informações pessoais.

Contexto complicado

O ataque sofrido pela Toshiba veio justamente em um momento delicado da empresa. Nos últimos anos, a gigante tem sofrido com escândalos fiscais e demissões em massa. Por causa disso, os acionistas estão pressionando para que os executivos busquem possíveis compradores.

Uma oferta de cerca de US$ 20 bilhões (cerca de R$ 105 bilhões) da CVC Capital já foi negada neste ano. Revisões de estratégias para encontrar outros interessados seguem sendo feitas.

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