A Toshiba anunciou hoje (21) que vai demitir 6,8 mil empregados que atuam nas divisões de produtos destinados ao consumidor. O corte equivale a um terço do quadro total de funcionários. A companhia japonesa tenta se recuperar de um escândalo contábil de cerca de US$ 1,3 bilhão – o prejuízo de US$ 4,5 bilhões é esperado até o final de março de 2016 em função da reestruturação pela qual passa a empresa.

No comunicado, a fabricante anunciou também que vai passar a investir na produção de chips e de energia nuclear. Estima-se que até 10 mil pessoas podem perder seus empregos – vale lembrar que 1,2 mil postos de trabalho no setor de semicondutores foram extintos; outros 1,1 mil funcionários foram transferidos à Sony. Quase mil cargos administrativos deverão também deixar de existir.

“Ao implantar este plano, gostaríamos de reconquistar a confiança das partes interessadas, incluindo a dos acionistas, para que possamos nos tornar um negócio robusto”, afirmou a companhia em um comunicado público. Outra ação que tem por objetivo sanar a crise diz respeito à combinação das operações de PC com as da Fujitsu, as da Vaio e até mesmo com as da Sharp.

A Toshiba enfrenta marés de vacas magras desde 2008, quando outra crise financeira se instaurou sobre a gigante dos eletrônicos. Desde então, os resultados fiscais por durante quase seis anos foram maquiados – ganhos maiores que os reais passaram a ser divulgados por executivos, o que resultou em um prejuízo colossal. As ações caíram também 40% em abril, quando os escândalos vieram à tona.

As regiões que serão afetadas pelo corte dos quase 7 mil funcionários não foram anunciadas.

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