Como você já deve estar cansado de saber, a expectativa de vida dos seres humanos (em todo o mundo, praticamente) vem aumentando bastante nas últimas décadas. Isso significa que a atual geração vai viver mais do que a geração de nossos avós. Mas será que viver mais significa ter uma vida melhor em todos os anos que ainda estão por vir? Infelizmente, a resposta é "não" em grande parte dos casos.

Por outro lado, felizmente há muitas empresas que estão investindo em formas de fazer com que a tecnologia consiga melhorar o futuro de homens e mulheres em todo o planeta. Isso pode ser visto em aplicativos voltados à saúde, métodos mais eficientes de monitoramento, aparelhos criados para melhorar as condições de vida dos consumidores... A lista é extensa.

Como exatamente esses novos recursos podem fazer com que a vida dos humanos fique melhor? Bernd Laudahn (diretor-executivo da Philips) aproveitou sua conferência de imprensa durante a IFA Global Press Conference 2016 para falar um pouco sobre isso. Vale dizer que o discurso do executivo foi bastante conceitual, pois nenhum produto novo foi anunciado durante a apresentação.

Wearables não são apenas vestíveis

Muitas empresas têm focado seus investimentos relacionados ao mercado de vestíveis para desenvolver soluções voltadas ao mundo dos esportes. Isso é realmente fundamental para garantir melhores condições de saúde para boa parte da população, mas é necessário não se esquecer de outra parcela realmente importante dessa mesma população: a das pessoas que precisam de assistências especiais.

Pessoas com diabetes, por exemplo, precisam de um monitoramento glicêmico constante. Idosos podem demandar monitoramento de sinais vitais, atividade e muito mais. Crianças não podem ser esquecidas. Não seria ótimo se houvesse um dispositivo capaz de manter os pais tranquilos quanto à temperatura depois de um resfriado?

Pois é nisso que a Philips se baseia ao afirmar que os aparelhos vestíveis podem servir muito como monitores – enviando informações para pais, mães, médicos, enfermeiros e outras pessoas que demandem estes dados.

Monitores estão sendo aperfeiçoados

O executivo da fabricante holandesa relembrou alguns dos dispositivos que já possui no mercado e deixou claro que ainda há muito por vir nos próximos anos – e é claro que vestíveis não são a única solução tecnológica para manter as pessoas mais saudáveis.

O ar que eu respiro...

Você deve imaginar a importância do ar para nossas vidas. É com o oxigênio,  que respiramos, que nosso organismo consegue desempenhar as funções que nos mantêm vivos – e isso vai desde a boa circulação do sangue até o funcionamento do cérebro. Contudo, o corpo humano não é preparado para filtrar impurezas. Isso significa que, junto com o oxigênio, também inalamos algumas coisas nocivas ao corpo.

Isso é muito evidente em países em desenvolvimento e com alto índice de poluição. A China, por exemplo, é uma das campeãs mundiais no triste ranking dos países com maior incidência de doenças respiratórias - ao mesmo tempo em que lidera os rankings de poluição atmosférica. Não é evidente que precisamos fazer com que o ar fique menos nocivo?

O corpo humano ainda não está pronto para filtrar o ar que respira

É, sim, mas não é possível imaginar um mundo com menor presença de atividade industrial. Também é difícil pensar que veremos um volume de carros elétricos superando o dos motores a combustão em um futuro próximo. Por isso, as soluções ainda precisam ser reativas em grande parte do mundo.

Voltando ao exemplo da Philips, Laudahn foi bem enfático ao dizer que a China é um mercado preferencial para os aparelhos purificadores de ar da empresa – lembrando que muitos deles já contam com condicionadores e filtros para tornar o ar mais saudável no interior das residências e empresas, assim como alguns modelos de LG e Samsung.

Prevenção também é necessária

Laudahn não comentou somente sobre como melhorar o ar ou como monitorar idosos. Ele também trouxe uma fala bem interessante a respeito da necessidade de comportamentos preventivos para fazer com que a vida das pessoas seja sempre saudável - e resulte em uma velhice saudável.

Isso traz uma imagem muito interessante para o futuro de toda a indústria de eletrodomésticos e eletrônicos, não sendo limitado à Philips. O motivo disso já pode ser visto em varias fabricantes: há uma crescente busca por produtos que possam nos tornar mais saudáveis desde antes de precisarmos disso.

É preciso investir em prevenção para que não seja preciso investir em tratamentos

Os exemplos vão dos mais simples até os mais complexos: máquinas que facilitam a produção de sucos (bebida saudável e sem conservantes nocivos); panificadores portáteis (pão fresco e sem químicos); condicionadores de ar (como mostramos anteriormente); vestíveis esportivos (para que não sejam necessários os de monitoramento); fritadeiras a ar (menos óleo e o mesmo sabor)... São muitas as possibilidades.

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Não é errado dizer que foi a tecnologia que permitiu que a expectativa de vida humana aumentasse tanto nas últimas décadas. Agora, é a mesma tecnologia que precisa vencer o desafio de permitir que os anos a mais sejam saudáveis. Como isso vai acontecer é o que precisamos descobrir.

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