A Samsung revelou em uma conferência nesta quarta-feira (29) o que é chamado de terceira geração dos dispositivos digitais voltados para a saúde. Mas a fabricante sul-coreana não quis apresentar somente um novo gadget que pode ser colocado no pulso: desta vez, trata-se de uma plataforma completa e aberta para monitorar as funções vitais de uma pessoa.

Feito em parceria com o instituto de pesquisa em sensores imec e a Universidade da Califórnia, o projeto foi batizado de Samsung Digital Health Initiative e não é exatamente um produto que poderá ser encontrado nas prateleiras. A plataforma é um conceito de design e funcionamento que junta hardware modular, sensores que fornecem diagnósticos variados e a possibilidade do surgimento de relógios e pulseiras fitness cada vez mais incríveis e precisos da própria Samsung ou de parceiras interessadas.

De acordo com a empresa, essa terceira geração sucede os apps para fitness e os primeiros dispositivos vestíveis – sendo que a própria fabricante já lançou três produtos nesta área. E vale ressaltar um ponto: é claro que a Samsung possui um interesse em ser referência na área, mas o projeto é uma prova de que pode existir cooperação entre companhias em um mercado tão competitivo.

Simband, o pai das próximas pulseiras

Na área de hardware, o protótipo apresentado é a Simband. Fora uma pulseira com display, o modelo integra as tecnologias de sensores mais avançadas atualmente e é modular, ou seja, componentes físicos, elétricos e ópticos podem ser alterados livremente, fazendo com que a forma, as funções e o gerenciamento de energia sejam ajustados de acordo com a vontade de uma fabricante.

O produto não deve ser lançado com esse nome ou visual, sendo apenas uma referência para a Samsung e empresas parceiras interessadas – e, de forma pouco modesta, a criadora da tecnologia diz que a Simband é "o conceito do que um dispositivo inteligente de saúde poderia ser".

O módulo mais básico da Simband para ser modificado por parceiros

Na tecnologia base da Simband, a pulseira emite luzes de diferentes faixas na pele e a reflexão desses feixes trazem informações sobre pulsação, batimentos cardíacos, temperatura ou a concentração de oxigênio no sangue, por exemplo – tudo de forma não invasiva e imediata. Dependendo da especialização da empresa parceira, é possível adicionar sensores novos e até melhores.

A biblioteca da saúde

Já o software apresentado é o Samsung Architecture for Multimodal Interactions (SAMI), um sistema de código aberto e baseado em nuvem capaz de armazenar e exibir dados de diversos dispositivos vestíveis para análise.

Os dados coletados pelos sensores ficarão disponíveis para conferência

Com a ajuda de uma série de algoritmos, fora guardar dados convencionais, a plataforma pode classificá-los em contextos, como rotina, comportamento, local e ambiente. Isso permite que dispositivos e sensores (como o Simband) armazenem arquivos em qualquer forma ou estrutura, disponibilizando tudo isso para você ou para seus médicos, por exemplo — tudo sem qualquer tipo de trava ou restrição. Desenvolvedores ainda podem utilizar essas biblioteca virtual para a criação de melhores apps ou dispositivos.

Fora a plataforma, que ainda não tem previsão para começar a ser utilizada em produtos comerciais, a Samsung ainda anunciou o Samsung Digital Health Challenge, um investimento em US$ 50 milhões dedicado a incentivar e descobrir startups e tecnologias da área de saúde usando meios digitais.

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