(Fonte da imagem: Tecmundo)

Pense em uma grande empresa de tecnologia. Não importa qual tenha sido o primeiro nome que veio à sua mente, é muito provável que essa companhia tenha uma sede localizada da região do Vale do Silício, na Califórnia. 

Desde a década de 50, o espaço abriga uma infinidade de empresas do ramo, entre elas nomes como Google, Apple, Facebook, Microsoft, Electronic Arts, Yahoo!, HP, Intel e NVIDIA. Andar pelas rodovias que levam de um município a outro é trombar a todo instante com uma ou outra empresa desse porte.

Durante a GPU Technology Conference 2014 (GTC 2014), evento que acontece nesta semana na cidade de San Jose, tivemos a oportunidade de visitar o quartel-general da NVIDIA. Infelizmente não é permitido gravar vídeos no local — prática que é adotada pela maioria das empresas nos Estados Unidos —, mas pudemos ter acesso a diversos blocos do campus e fotografar a maioria das áreas. 

Por dentro do QG da NVIDIA

Localizada na cidade de Santa Clara, um município com pouco mais de 115 mil habitantes, a sede principal da empresa abriga hoje 4 mil funcionários em uma área de mais de 700 mil metros quadrados. Outros 4 mil funcionários estão espalhados pelo mundo em escritórios na Ásia, na América Latina e na Europa.

Área interna da sede da NVIDIA. (Fonte da imagem: Tecmundo)

A sede norte-americana não responde pela fabricação dos produtos. Entretanto, todo o desenvolvimento intelectual e as novas tecnologias e diretrizes aplicadas em processadores e placas de vídeo sai das mentes que trabalham neste prédio principal. 

Há também laboratórios de testes, em que a qualidade de processadores é avaliada. Todos os resultados bem como as normas de fabricação de produtos são enviadas para a Ásia, onde acontece a fabricação propriamente dita.

Logo na recepção recebemos os crachás de visitantes. A entrada abriga ainda uma grande coleção de troféus ganhos pela empresa ao longo dos anos. Em seguida, há um hall em que as patentes mais importantes da companhia foram transformadas em placas comemorativas.

Patentes da empresa estão entre as suas principais conquistas. (Fonte da imagem: Tecmundo)

Como em um grande centro universitário, a área de 700 mil metros quadrados abriga diversos blocos. Para ir de um a outro o funcionário passa por áreas de convivência com um gramado muito bem cuidado. O clima nessa região é estável na maior parte do ano, portanto trabalhar ao ar livre está sempre entre as alternativas dos funcionários.

Canhão de pintura controlado por GPUs pintou a Monalisa em 2008. (Fonte da imagem: Tecmundo)

A entrada de um dos blocos abriga a Monalisa da NVIDIA. Trata-se de uma imagem pintada por essa gigantesca pistola que você vê na foto. A criação do quadro aconteceu em 2008, em um evento da empresa, que contou com a apresentação dos Mythbusters. Bastou um disparo da máquina, controlada por GPUs, para que o quadro fosse concluído. 

Laboratórios de testes 

Saindo desta área visitamos alguns dos laboratórios de testes da NVIDIA. Fomos recebidos pelo Ph.D Howard Marx, diretor geral do Laboratório de Qualidades e Defeitos. Logo de cara ele nos explicou que este é o “único lugar em que encontraríamos chips defeituosos da NVIDIA”.

Howard Marx, diretor geral do Laboratório de Defeitos e Qualidades. (Fonte da imagem: Tecmundo)

A ideia do espaço é testar chips com problemas e identificar possíveis soluções para eles. Para isso, estão à disposição da empresa equipamentos de última geração, alguns deles com tecnologias disponíveis apenas na NASA. Microscópios e scanners 3D desses laboratórios chegam a custar até US$ 7 milhões. Em uma das salas em que estivemos, os equipamentos eram avaliados em US$ 20 milhões.

Equipamentos de ponta para identificar problemas. (Fonte da imagem: Tecmundo)

Um desses scanners conta com a mesma lente utilizada no telescópio Hubble. A diferença aqui é que, em vez de procurar estrelas no espaço, o foco é encontrar pequenos defeitos em transistores. Outro equipamento testa a corrente elétrica nos transistores de uma GPU. Uma GTX Titan, que possui 7 bilhões de transistores, pode ter cada um deles testado em apenas 3 segundos.

Cabos e mais cabos para alimentar muitos equipamentos. (Fonte da imagem: Tecmundo)

Cabos, cabos e mais cabos são vistos por toda parte. Embora tudo seja muito limpo, há peças dos mais variados tipos espalhadas por todos os lados. Para quem se sente bem por estar cercado por tecnologia, a sensação não poderia ser mais agradável. Em meio a tantas máquinas, a sensação é que a qualquer momento vamos encontrar com um T-1000 no caminho.

Infraestrutura para os funcionários

Depois de conhecer os laboratórios, já perto da hora do almoço, tivemos acesso a um dos refeitórios da empresa. Assim como acontece em muitas grandes empresas, aqui há toda a infraestrutura necessária para que o funcionário possa passar o dia dentro da companhia sem precisar se deslocar para certos serviços.

Mesas externas de um dos refeitórios. (Fonte da imagem: Tecmundo)

Na sede da NVIDIA encontramos os mais variados tipos de comida no buffet: há estações com massas, com carnes, com saladas e com comida japonesa. Refrigerantes, sucos e sobremesas também são livres. O ambiente é amplo e mesmo a multidão na hora do almoço não é suficiente para deixá-lo lotado.

Nem mesmo com a troca de óleo do carro os funcionários precisam se preocupar. (Fonte da imagem: Tecmundo)

Frequentemente outros serviços também são oferecidos aos funcionários. Em alguns dias da semana, caminhões e vans se dirigem à NVIDIA para que os funcionários possam, por exemplo, cortar o cabelo ou se maquiar. Uma das placas indicava que no dia seguinte serviços de mecânica para o carro estariam disponíveis para todos.

Em breve ainda maior 

Para 2017, há planos ainda de ampliar esse espaço. Um terreno de tamanho similar, localizado logo em frente a sede da NVIDIA, já foi comprado e deve abrigar um novo campus da empresa. As obras, entretanto, ainda não têm previsão para começar. 

O Tecmundo viajou a Santa Clara, nos Estados Unidos, para a GTC 2014 a convite da NVIDIA.

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