Uber promete que sua frota de carros será 100% elétrica até 2040

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Com 5 milhões de motoristas registrados em fevereiro deste ano no mundo todo, a Uber Technologies Inc. enfrenta críticas de grupos ambientais e autoridades municipais há anos, já que, segundo eles, a companhia vem contribuindo para o aumento de poluição e congestionamento nos grandes centros urbanos. Parece que a empresa decidiu levar as reclamações a sério. Declarando ter fechado parcerias com a General Motors, a Renault, a Nissan e a Mitsubishi, a prestadora de serviços de transporte privado anunciou que, até 2040, toda a sua frota de veículos será elétrica.

De acordo com a plataforma, US$ 800 milhões serão dedicados aos motoristas para que realizem a troca de carros convencionais por aqueles movidos à bateria, sendo que valor que inclui descontos nas compras ou nos aluguéis realizados em montadoras parceiras, no recarregamentos dos equipamentos e na cobrança de sobretaxas para veículos elétricos e híbridos. Tais custos seriam parcialmente cobertos pela cobrança de uma "pequena taxa adicional" de clientes que solicitarem "viagens verdes".

Em determinados mercados, o objetivo é ainda mais ambicioso. Ainda segundo a Uber, nos Estados Unidos, no Canadá e na Europa, devido ao suporte regulatório e à infraestrutura avançada, a mudança deve ocorrer até 2030.

Uber dedicará US$ 800 milhões para incentivar a adoção de veículos elétricos.Uber dedicará US$ 800 milhões para incentivar a adoção de veículos elétricos.Fonte:  Uber 

Impactos industriais e ambientais

A decisão da empresa deve ser responsável por alavancar o setor de veículos elétricos na indústria automotiva. Regulações ambientais mais rígidas, especialmente na Europa, estão exigindo que montadoras adaptem suas operações para novas exigências, algo que chega a custar bilhões e cujo retorno ainda é considerado moderado. Isso deve mudar, uma vez que reduzir o custo de aquisição de carros do tipo, normalmente mais caros que os movidos a combustíveis fósseis, está entre as intenções da companhia.

Dados sobre a participação da Uber na emissão de gases já foram levantados e, afirma, serão publicados futuramente em relatórios. De qualquer modo, ela já adiantou que as viagens de seus parceiros nos EUA e no Canadá produzem 41% a mais de carbono por milha, pois incluem o trajeto entre o motorista e o passageiro. Somente em 2019, foram somadas 7 bilhões de corridas mundialmente.

A partir de hoje (8), parceiros com veículos elétricos de ambos os países recebem US$ 1 a mais por viagem e US$ 0,50 adicional caso usuários optem pela modalidade nas grandes cidades. Além disso, empresas multinacionais de estações de recarga para EVs, como BP e EVgo, estão sendo consultadas para oferecerem descontos e expandirem suas soluções.

Fontes

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