Uber demitiu todos os cerca de 100 funcionários que trabalhavam operando os carros autônomos da companhia na cidade norte-americana de Pittsburgh. A informação foi divulgada pelo Quartz e posteriormente confirmada pela Uber. De acordo com a empresa, os funcionários interessados em continuar trabalhando com eles podem se inscrever para tentar uma vaga em outras funções.

Essa decisão foi tomada depois de um acidente com um dos carros autônomos que resultou na morte de uma mulher na cidade de Tempe. A investigação do caso acabou descobrindo que a funcionária responsável por monitorar o carro autônomo estava assistindo ao programa The Voice no celular no momento do acidente.

Além disso, uma investigação feita pela agência de notícias Reuters mostrou que a Uber diminuiu o número de sensores presentes nos seus carros para poder começar a realizar os testes nas ruas em menos tempo, o que levou a empresa a ser questionada por especialistas e outros empresários da área.

Próximos passos da Uber

Após as demissões, o objetivo da Uber é substituir essas posições com 55 novos contratados, que estão sendo chamados de especialistas de missão. Os funcionários antigos terão prioridade na concorrência pelas novas vagas, que, de acordo com a empresa, exige conhecimentos técnicos mais avançados.

Executivos da empresa já falaram que a Uber deve voltar a testar carros autônomos, possivelmente no mês de agosto. Mas é provável que a companhia enfrente dificuldades em encontrar uma cidade disposta a aceitar seus testes, especialmente após o relatório com a investigação da polícia de Tempe concluir que o acidente poderia ter sido evitado.