Saiu, enfim, a esperada venda da Nokia Health, o braço de saúde digital da Nokia criado a partir da compra da Withings em 2016. Em fevereiro deste ano, a multinacional finlandesa já havia anunciado que estava “buscando alternativas” para essa divisão de gadgets, mas só no começo de maio admitiu que negociava repassá-la para o seu ex-dono, Éric Carreel. A compra foi oficializada, e o cofundador vai, mesmo, assumir a empresa de volta.

A “devolução” acontece 2 anos depois de uma aposta frustrada. Acreditando no ramo da saúde, a companhia de telecomunicações investiu, em 2016, 170 milhões de euros na compra da startup. A intenção era desenvolver e comercializar, sob a identidade já conhecida, produtos como smartwatches, medidores de pressão arterial e balanças conectadas; mas a Nokia Health, como foi rebatizada, perdeu valor de mercado e registrou resultados insatisfatórios que levaram os acionistas a decidirem transferi-la.

De acordo com a Nokia, a decisão está alinhada à sua nova estratégia de negócio. A partir de agora, a finlandesa quer se dedicar exclusivamente às relações business to business e de licenciamento, o que significa que deve deixar as vendas diretas ao consumidor. Os detalhes da transação não foram divulgados, mas sabe-se que, desde que foi comprada, em 2016, a divisão sofreu uma perda de 29 milhões de euros em valor de mercado.

Esse é mais um capítulo na novela cheia de altos e baixos que a empresa, que já ocupou o posto de maior fabricante de telefones celulares do mundo, vem enfrentando nos últimos anos, desde que perdeu a mão na disputa com marcas como Apple e Samsung.