Parece que os carros autônomos estão cada vez mais próximos de dominar as ruas; prova disso é que diversas companhias vêm fazendo grandes investimentos em testes desse segmento. Porém, em se tratando de um robô no volante, a segurança de pedestres, ciclistas e motoristas humanos pode ficar em risco. Pensando nisso, a Uber, gigante na prestação de serviços eletrônicos na área do transporte privado urbano, pretende melhorar a segurança para esse novo tipo de veículo.

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O recente pedido de patente, ainda não aprovado, sugere a utilização de luzes intervaladas que apareceriam nos retrovisores laterais, um projetor que exibisse uma mensagem em frente ao carro e um "driver virtual" que apareceria no para-brisa para direcionar os pedestres na direção certa, além de sinais sonoros, de modo a informar às pessoas exatamente o que está acontecendo.

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Esses sinais de intenção seriam exibidos quando o veículo estivesse prestes a mudar de pista, desligar, parar etc. Apesar da ideia, a Uber diz que a implementação final pode parecer muito diferente disso, mas que a principal intenção é dar essas informações às pessoas.

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Em entrevista ao The Verge, o designer de produtos da companhia, Sean Chin, afirmou que a intenção não é dizer aos pedestres sobre o que devem fazer, mas comunicá-los sobre as intenções do carro. “Se pudermos, em vez disso, dizer que o carro está abrandando, então todos os atores da área, sejam pedestres ou ciclistas que passam por ali, poderão interpretar o estado do veículo e tomar suas próprias decisões individuais", explica.

Apesar do incidente que ocorreu nesta semana com um carro autônomo da Uber, a empresa já presta serviços com seus veículos do gênero. E não para por aí: acredite se quiser, mas ela pensa em investir ainda mais no segmento e pretende lançar, daqui a alguns anos, táxis voadores. Se realmente isso vai acontecer, só nos resta esperar e torcer para que todos os testes sejam bem-sucedidos.