Depois de a Apple ter sido condenada pela Justiça de São Paulo a interromper qualquer publicidade em que informe erroneamente o tamanho do armazenamento interno livre em seus aparelhos, agora parece que a Samsung é a próxima a encarar acusações similares. De acordo com informações disponíveis no Portal de Serviços do Tribunal de Justiça de São Paulo, a empresa coreana é alvo de um processo similar ao qual a Proteste submeteu a Maçã.

A empresa é acusada de não informar a quantidade real de armazenamento livre em seus produtos

A ação movida contra a Samsung foi protocolada na mesma data que a que resultou na condenação da companhia de Cupertino – que ainda pode recorrer da decisão. O caso está sendo julgado na 17ª Vara Cível e está a encargo da juíza Adriana Brandini do Amparo. A queixa principal diz respeito ao fato de que, em suas propagandas em múltiplos meios, a empresa coreana divulga apenas o tamanho total da memória interna de seus dispositivos, e não o espaço livre real.

Como o sistema operacional e os vários apps que vêm instalados ocupam parte do armazenamento interno, os usuários acabam tendo menos espaço do que o anunciado para salvar suas fotos, vídeos, aplicativos e músicas. Dessa forma, smartphones que são propagandeados como tendo 16 GB ou 32 GB acabam deixando respectivamente 13 GB ou 29 GB disponíveis para seus donos, por exemplo.

Samsung responde

Em um comunicado oficial, a Samsung se posicionou a respeito da polêmica:

“A Samsung Brasil informa que cumpre e respeita os direitos dos consumidores, e por isso divulga em seu website a informação sobre a memória disponível e que esta pode variar conforme versão do sistema operacional, aplicativos e/ou outros fatores”. A empresa convida os consumidores a visitar o seu site (clique aqui) e, na página de cada produto, conferir as informações a respeito da memória dos seus smartphones e tablets em “Mostrar Todas as Especificações”.

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