Este mês a LG realizou, na cidade de São Paulo, um fórum com o objetivo de discutir a mudança de comportamento no consumo de conteúdo. O evento contou com a presença de diversas personalidades do mundo da tecnologia, que debateram o modo como os consumidores acessam conteúdo, principalmente nos televisores inteligentes.

Entre os participantes estavam Rogério Molina, gerente geral de produto da LG; Fabiano Fenelon, gerente de inovação e negócios digitais da GVT; Carolina Baracat, chefe de marketing do Spotify; Rodrigo Flores, diretor de conteúdo do UOL; e Diego Higgins, gerente de parcerias do YouTube. O evento foi moderado pela apresentadora de TV Astrid Fontenelle.

O objetivo da discussão foi apresentar o webOS (o sistema operacional das novas TVs da LG) e mostrar qual é o papel da televisão nessa nova geração, que é cada mais ativa na escolha do conteúdo e, com isso, utiliza a TV como porta de entrada para a internet e diversos outros serviços. Segundo uma pesquisa apresentada pela LG, a possibilidade de acesso às redes sociais através dos televisores fez a venda desses aparelhos aumentar 25%. Com isso, cerca de 70% dos aparelhos fabricados no mundo já são smart TVs.

A LG também apresentou outro dado interessante: das 160 milhões de smart TVs disponíveis na casa dos consumidores, 53% dos consumidores utiliza os aparelhos apenas como TV, pois não conhecem as funções avançadas do aparelho. Dessas pessoas, mais de 75% acredita que as TVs inteligentes são complicadas. Daí a importância em simplificar o modo como esses produtos funcionam.

De acordo com a LG, isso justifica a importância do webOS para o público. Esse sistema, por ser muito mais simples que outros modelos de televisores inteligentes, tem uma aceitação maior por parte do público — clique aqui para conhecer o webOS e aqui para ver a análise de um televisor que utiliza esse sistema.

Como o consumo de vídeo está mudando

Em seguida foi a vez de Fabiano Fenelon, da GVT, comentar que até 2020 cerca de 90% da população terá conexão com a internet; e grande parte desses acessos serão feitos a partir da televisão. Ainda segundo ele, os brasileiros estão entre os que mais acessam redes sociais no mundo, inclusive a partir da TV.

Já o gerente de parcerias do YouTube, Diego Higgins, mostrou que a nova geração desenvolveu novos hábitos de consumo de conteúdo, e é com isso que a rede social de vídeos se preocupa para desenvolver seus produtos. Segundo ele, o YouTube já recebe cerca de 100 horas de vídeo por minuto, e a maioria deles já é em alta definição.

Outro dado interessante é que 80% do tráfego total de dados vem de fora dos Estados Unidos, sendo que o Brasil está em segundo lugar no ranking de países que mais acessam o site. E, dessa quantidade, uma grande parcela do público acessa o YouTube através de outros dispositivos eletrônicos que não um computador – por exemplo, os televisores inteligentes.

O executivo também mostrou novos recursos do YouTube que, segundo ele, estão sendo implementados para oferecer uma experiência mais sólida para os consumidores. Entre essas ferramentas está o VP9, que permite a entrega de conteúdo com metade da banda usada normalmente.

Serviços de streaming ajudam a diminuir a pirataria

Outro dado importante apresentado no evento mostrou que 80% das pessoas escutam música pela TV, e aí é que entram os serviços de streaming como o Netflix e o Spotify, que ajudaram consistentemente a diminuir a pirataria em diversos locais do mundo.

De acordo com Carolina Baracat, do Spotify, isso aconteceu em parte porque o serviço oferece uma série de vantagens em relação aos CDs piratas — segundo ela, na Suíça, país de origem do Spotify, desde o lançamento do serviço a pirataria já diminuiu cerca de 30%.

Um dos motivos que colaboram para isso é a estrutura do serviço, que aprende com os usuários e pode oferecer novos conteúdos de forma inteligente. A “curadoria de conteúdo” é extremamente importante para aumentar a experiência do ouvinte, uma vez que com isso ele não tem que escolher entre milhões de músicas ao mesmo tempo sem saber por onde começar.

O serviço ajuda os consumidores tanto a conhecer novos artistas quanto a relembrar velhas canções, algo que não é possível através de serviços ilegais. E essa experiência de uso está convencendo muita gente que assinar esse tipo de serviço pode ser muito gratificante. Outro ponto a favor desse tipo de sistema é que com isso é possível ver o que os amigos estão ouvindo e compartilhar experiências.

Isso mostra que estamos em uma fase de transição de uma cultura de posse para uma cultura de acesso ao conteúdo, onde as redes estão tomando o lugar do mercado tradicional.

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Esse fórum serviu para mostrar que o comportamento dos consumidores está evoluindo junto com a tecnologia. As pessoas não querem mais ser meros espectadores e agora buscam participar ativamente da escolha do que vão assistir.

Serviços inteligentes de música e vídeo sob demanda estão cada vez mais populares por oferecerem esse tipo de conteúdo para o público, e as fabricantes de TV, como a LG, estão buscando facilitar a vida dos consumidores proporcionando novas formas de acesso a esse tipo de conteúdo.

E você? Costuma assistir televisão normalmente ou a maior parte do tempo você escolhe — e vai em busca — do que quer assistir? Não deixe de participar dessa discussão!

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