No ano de 2010, você acompanhou todas as novidades do mundo da tecnologia no Baixaki. Dezenas de TVs, tablets, programas e curiosidades passaram pelas nossas páginas, algumas revolucionárias, outras nem tanto.

Porém se você acha que é só de sucesso vivem os fabricantes está muito enganado. Neste ano, por exemplo, várias empresas conceituadas amargaram retumbantes fracassos. Nem mesmo as gigantes Google e Microsoft escaparam.

Preparamos uma lista com alguns dos piores momentos do mundo tecnológico em 2010 e, consequentemente, aqueles produtos que cairão no esquecimento e servirão apenas como uma lição do que deve ser evitado nas próximas inovações.

Google Wave

Google Wave

Até mesmo a gigante das buscas é capaz de errar em suas apostas. Antes de ser lançado o Google Wave prometia revolucionar a maneira de se comunicar na web, integrando todas as redes sociais, ferramentas da Google e matando o email.

Para divulgar o serviço, a empresa adotou o mesmo conceito de exclusividade colocado em prática no lançamento do Orkut. Para ter acesso à ferramenta, era preciso ser convidado por outro usuário. Os primeiros convites eram disputados em diversas promoções e alguns usuários chegaram a comercializá-los em sites de compra e venda de produtos.

Entretanto, depois de lançado, o fracasso foi total. Pouca gente achou alguma utilidade no confuso serviço e aos poucos, o que era para ser uma grande ideia se converteu num retumbante fracasso. O adeus definitivo veio em agosto, quando a Google anunciou oficialmente o fim do desenvolvimento da plataforma.

Google Buzz

Google Buzz

No mês de fevereiro, a Google apresentou ao mundo um serviço que prometia bater de frente com o Twitter. O Google Buzz pretendia integrar ao Gmail as mensagens instantâneas no estilo do microblog, permitindo ao usuário compartilhar fotos, links, textos e vídeos.

Com problemas no controle de privacidade, a ferramenta caiu em descrédito mesmo antes que as falhas fossem detectadas e sanadas. A integração com o fracassado Google Wave não colaborou para melhorar o desempenho do serviço, que caiu em desuso e se transformou em mais um fracasso da empresa no ano.

Nexus One

Google Nexus One

Fonte da imagem: Google

Dois meses depois do lançamento, o iPhone e o Milestone/Droid já haviam vendido um milhão de unidades cada. Já o Nexus One, no mesmo intervalo de tempo, vendeu apenas 135 mil unidades. Como se não bastasse o fraco lançamento, as vendas caíram significativamente nos meses seguintes.

Nem a limitação de venda do produto, disponível apenas online, e a entrada tardia da AT & T no mercado para comercializar o aparelho parecem ser desculpas. O iPad, por exemplo, também era vendido apenas online e a um preço mais alto e, ainda assim, foram comercializadas 152 mil unidades em seu primeiro final de semana.

Estima-se que hoje o Nexus One, que não é um aparelho ruim, venda em média 55 mil unidades por mês, número irrelevante no disputado mercado norte-americano de smartphones. Será que ele ainda vai durar por muito tempo no mercado?

Microsoft Kin

Microsoft Kin

Fonte da imagem: Microsoft

Durou apenas dois meses o período de vendas do Microsoft Kin, smartphone lançado pela Microsoft em abril e retirado de linha em junho. A decisão veio após a Microsoft mudar os planos e focar todos os seus esforços no lançamento do Windows Phone 7.

O Kin chegou a ser comercializado apenas no mercado norte-americano e o lançamento na Europa também foi cancelado. Destinado ao público jovem, o produto fez feio também nas lojas. Nos poucos dias que esteve à venda foram comercializadas apenas 500 unidades em todo os EUA.

Vírus no Twitter e no Orkut

Vírus no Twitter e no Orkut

O mês de setembro foi especialmente trágico para muitos usuários de redes sociais. No dia 6 cerca de 100 mil usuários foram afetados por um código malicioso adicionado à busca do microblog. A propagação começou com o falso anúncio de que Pelanza, integrante da banda Restart, havia sofrido um acidente.

Em seguida outra mensagem com um link para fotos da apresentadora Sabrina Sato nua contaminou vários usuários. A falha foi sanada apenas 12 horas depois de descoberta, mas foi o suficiente para causar pânico e fazer com que muita gente ficasse exposta.

Já no final do mês foi a vez dos usuários do Orkut sofrerem com o mesmo tipo de ataque. Dessa vez um recado infectado deixado na página de recados de milhares de usuários forçava com que fossem executados determinados códigos JavaScript pelo navegador.

Privacidade de usuários exposta no Facebook

Facebook

A maior rede social do planeta, cuja história de nascimento ganhou um filme considerado um dos melhores do ano em 2010, enfrentou um problema sério no mês de setembro. As informações de conta de vários usuários foram expostas a partir de alguns aplicativos que transmitiam os dados para agências de publicidade e empresas de banco de dados.

A informação foi confirmada pelo Facebook que, mesmo corrigindo o problema, não retirou do ar os programas envolvidos, violando assim as suas próprias normas de privacidade. Games como FarmVille, Texas HoldEm Poker e FrontierVille foram apenas alguns dos aplicativos envolvidos no episódio.

Stuxnet

Vírus

Descoberto em junho deste ano pela empresa bielorrussa VirusBlokAda, o Stuxnet é um worm do Windows capaz de espionar e reprogramar programas industriais. Ele foi escrito especialmente para atacar sistemas de supervisão e aquisição de dados.

Embora não se saiba exatamente quais foram os seus estragos, o aplicativo foi criado tendo como alvo provável a infraestrutura do Irã, que utiliza sistemas da Siemens para controle. Indonésia, Estados Unidos, Austrália, Inglaterra, Malásia e Paquistão também estiveram em risco graças ao Stuxnet.

Ataque ao Google na China

China vs. Google

No mês de janeiro, a Google ameaçou encerrar as suas atividades no país oriental após ser vítima de um ataque de hackers. Contas de ativistas de direitos humanos foram invadidas a pedido do governo chinês. O ataque foi feito a partir da exploração de uma falha no Internet Explorer.

Apesar de não confirmar a intenção dos ataques, a China ressaltou após o episódio que as empresas estrangeiras que quiserem se instalar por lá devem se submeter às suas leis. Os Estados Unidos apoiou a empresa na possível decisão de deixar o país.

Operando desde 2006 por lá, o Google detém apenas 30% do mercado chinês, que é composto por cerca de 350 milhões de usuários. Os lucros da empresa na China chegaram a US$ 300 milhões em 2009, percentual pequeno se comparado aos US$ 22 bilhões lucrados pela empresa no mesmo período.

Morte do LimeWire

LimeWire

Pouco mais de 10 anos após o lançamento da versão inicial do LimeWire, as gravadoras norte-americanas finalmente conseguiram alcançar o objetivo de acabar com o programa. No mês de outubro, o juiz norte-americano Kimba Wood decretou um embargo contra a companhia que opera o sistema de compartilhamento de arquivos, proibindo a realização de buscas, downloads, uploads e todas as demais funcionalidades incluídas no software.

Na prática, isso significou o fim de um dos mais populares compartilhadores P2P da história, que já foi baixado mais de 42 milhões de vezes através do Baixaki. Mesmo com todas essas dificuldades, o LimeWire anunciou que já está desenvolvendo um novo programa, embora não tenha ficado claro se ele trabalhará através de assinaturas ou outro protocolo de compartilhamento.

All Points Bulletin: o game que ninguém jogou

No dia 29 de junho foi lançado o MMO All Points Bulletin. A proposta era a de mostrar ao mundo mais um jogo no melhor estilo Grand Theft Auto. Com gráficos de boa qualidade, hype na internet e a mente de David Jones, um dos criadores de GTA, por trás do projeto o jogo tinha tudo para ser um sucesso, certo?

Porém, menos de dois meses após o seu lançamento, os desenvolvedores anunciavam o fim da investida e o desligamento dos servidores. Assim, o game pode ser considerado como o maior fracasso da história do gênero.

Tony Hawk: Shred