Computação em nuvem: entenda o que é e como funciona a AWS

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A computação em nuvem vem-se tornando muito popular nos últimos anos, uma vez que ela possibilita a diversas empresas armazenarem seus sites e dados no meio digital sem precisar realizar um alto investimento para adquirir servidores e equipamentos locais.

De forma resumida, ela funciona como uma memória online, em que as companhias pagam um valor mensal ou anual para hospedar os seus sistemas. Atualmente, o serviço é ofertado por grandes empresas do mundo, como a Amazon por meio do Amazon Web Services (AWS).

A Amazon Web Services foi lançada em 2006 e rapidamente se tornou popular no mundo, tendo arrecadado cerca de 1,57 bilhões de dólares nos primeiros três meses de 2015. (Unsplash/Reprodução)O Amazon Web Services foi lançado em 2006 e rapidamente se tornou popular no mundo, tendo arrecadado cerca de 1,57 bilhões de dólares nos primeiros 3 meses de 2015. (Unsplash/Reprodução)Fonte:  Unsplash 

A plataforma da empresa norte-americana se tornou a líder de mercado oferecendo mais de 200 serviços de data centers em diversas localidades do planeta. Entre seus clientes, estão instituições privadas e públicas, incluindo Governo Federal, que utiliza a AWS para armazenar os sistemas de diversos órgãos do país, como o Ministério da Saúde, a Controladoria Geral da União (CGU), entre outros.

O grande sucesso da AWS está principalmente na gama de funcionalidades disponíveis para os clientes da marca. Além de possibilitar o armazenamento de dados, também é possível construir sites, aplicativos, softwares e sistemas para a operação da empresa.

AWS: como funciona o serviço da Amazon?

A AWS possui forte atuação no Brasil, tendo grandes empresas e estados do país como seus clientes. (Amazon/Reprodução)A AWS tem forte atuação no Brasil, tendo grandes empresas e estados do país como seus clientes. (Amazon/Reprodução)Fonte:  Amazon 

Para fornecer o serviço aos seus clientes, a Amazon concentra em diversos locais do mundo, instalações físicas da empresa com servidores e equipamentos tecnológicos. Assim, ao oferecer os seus serviços, a empresa está “alugando” uma parte da sua capacidade em processar dados, permitindo com que seus clientes possam manter seus negócios apenas no campo digital.

Constantemente, os desenvolvedores da marca estão em inovação, criando e disponibilizando ainda mais funcionalidades para a gestão e a criação de sistemas dentro da AWS. Segundo o site da marca, em 2014 a Amazon lançou um espaço denominado AWS Lambda, onde permitiu que os seus clientes executassem códigos sem precisar armazenar dados em seus servidores. Isso fez que a plataforma se tornasse ainda mais dinâmica e rápida, sem perder a qualidade ou segurança ofertada.

Entre as principais funcionalidades disponíveis, estão a Amazon Aurora, que consiste em um avançado banco de dados comercial e o Amazon Virtual Private Cloud, que permite o controle e a criação de ambientes virtuais.

Para ter acesso aos serviços da Amazon é preciso entrar no site da plataforma, clicando aqui, e criar uma conta AWS. Por meio da página, também é possível ter acesso a uma capacitação para aprender a utilizar todas as ferramentas disponibilizadas.

Além disso, os usuários têm acesso a um suporte avançado que está disponível 24 horas por dia para tirar dúvidas e resolver possíveis problemas que possam vir a surgir durante o uso.

Computação em nuvem: o que acontece em caso de instabilidade?

Em 2017, os ataques ciebernéticos fizeram o Brasil perder US$ 22 bilhões. (Unsplash/Reprodução)Em 2017, os ataques cibernéticos fizeram o Brasil perder US$ 22 bilhões. (Unsplash/Reprodução)Fonte:  Unsplash 

A instabilidade de serviços, ocasionada por falhas ou invasões de hackers, tem-se tornado cada vez mais comum no mundo conectado em que vivemos. Elas fazem que serviços de extrema importância para a sociedade fiquem indisponíveis, podendo trazer grandes prejuízos financeiros para organizações, prejudicando milhares de pessoas.

Recentemente, acompanhamos os sistemas do Ministério da Saúde sendo atacados, o que fez os dados de vacinação de milhões de pessoas desaparecerem, impactando diretamente o aplicativo ConecteSUS.

Os danos provenientes do ataque demoraram semanas para serem recuperados, assim muitas pessoas não conseguiram gerar o seu comprovante de vacinação pela plataforma.

Pouco tempo depois, os noticiários também deram enfoque nos dados no sistemas da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Instituto Federal do Paraná (IFPR), que também foram alvos de hackers.

Esses e outros exemplos estão chamando a atenção para a necessidade de um maior investimento em cibersegurança por empresas e gestores públicos, já que os invasores conseguem ultrapassar barreiras consideradas como seguras.

No caso da AWS, tendo todos os órgãos citados acima como clientes, a Amazon fica responsável por garantir a segurança dos seus servidores, oferecendo um ambiente estável para que seus clientes possam usufruir das funcionalidades ofertadas. Entretanto, a forma como os dados são processados e armazenados ficam sobre a responsabilidade de segurança de cada um, sendo preciso investir em sistemas de ponta para todos os dispositivos utilizados para acessar a plataforma.

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