Você consegue imaginar o mundo hoje sem a possibilidade de usar os serviços de mapas virtuais? Os aplicativos do gênero se tornaram parte fundamental do dia a dia dos usuários de smartphones, tablets e computadores. E, embora as empresas tenham atingido um nível de qualidade que já é suficiente para não deixar ninguém na mão, sempre é possível ir além e melhorar aquilo que é oferecido.

Apesar de existirem diversas empresas pensando em novas soluções, muitas delas independentes, a polarização das inovações deve acabar recaindo nas companhias Google, Apple e Microsoft – as duas últimas ainda um pouco abaixo do nível da gigante de Mountain View.

A polarização da disputa: Apple x Google

O sistema de mapas da Google já está consagrado junto aos usuários. Hoje, sem sombra de dúvidas, ele é o melhor e mais eficiente entre aqueles disponibilizados pelas grandes empresas. Além disso, a Google detém o domínio absoluto nesse mercado, respondendo por mais de 80% do uso das pesquisas em mapas.

(Fonte da imagem: Divulgação/Google)

A importância dos aplicativos do gênero é tamanha que o lançamento de um serviço próprio, por parte da Apple, acabou provocando a revolta de muitos consumidores. Em razão da baixa qualidade apresentada pelo Mapas, a empresa precisou se desculpar com os seus usuários, demitir executivos e contratar em caráter de emergência para cuidar do assunto.

Projeto Ground Truth

Todos os mapas exibidos pelo Google hoje serão refeitos do zero e dentro de um prazo de cinco anos. O projeto ambicioso tem como objetivo corrigir imagens em mapas, um processo de nome complicado chamado “orthorectification”. Com isso, será possível para o usuário relatar um erro em um mapa ou ainda acrescentar informações para deixar o serviço ainda mais preciso.

Um dos grandes problemas dos mapas atuais é a dificuldade de fazer escalas a partir das imagens obtidas sem que elas percam demais a sua resolução na hora de uma ampliação. A solução encontrada foi a vetorização das imagens, ou seja, a transformação do conteúdo filmado e fotografado em uma base tridimensional.

(Fonte da imagem: Divulgação/Google)

 Na prática isso significa que algumas localidades poderão ganhar mapas extremamente detalhados e realistas. Será possível, por exemplo, conferir de perto até mesmo a textura de uma vegetação. A ideia é similar ao que a Apple tenta fazer com o seu aplicativo Mapas, que já traz algumas imagens em 3D, com a diferença de que o serviço lançado pela empresa da Maçã ainda possui muitos problemas.

Mais serviços agregados

Uma versão de testes da nova tecnologia já está em curso. Mapas de pelo menos 31 países – a maior parte deles da Europa – já possuem algumas cidades contempladas pela nova tecnologia. O Brasil, infelizmente, está fora dessa primeira fase, que não tem data para acabar.

A proposta é que mais informações possam ser agregadas a um trecho qualquer de um mapa. Hoje, por exemplo, você pode verificar o nome das ruas e até mesmo comentários dos usuários sobre um lugar, mas e que tal se você pudesse garantir um pouco mais de interatividade via celular?

(Fonte da imagem: Reprodução/Google )

Essa é justamente a expectativa da empresa, que espera que o seu “passeio virtual” nas localidades possa resultar em uma gama maior de informações e, principalmente, possa proporcionar maior interatividade, como a compra de produtos diretamente a partir do mapa ou a localização de anúncios e promoções específicas.

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