Estresse acelera envelhecimento e potencializa doenças, mostra estudo

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Um estudo da Universidade de Yale mostrou que o estresse acelera o envelhecimento e aumenta o risco de doenças do coração, vícios, distúrbios de humor e transtorno de estresse pós-traumático. No entanto, a resiliência psicológica e a capacidade controlar as emoções pode prolongar o tempo de vida.

A pesquisa mostrou que o estresse afeta o metabolismo e acelera doenças relacionadas à obesidade, como a diabetes, além de prejudicar a habilidade de controlar as emoções e pensar com clareza.

No estudo, pessoas com nível elevado de autocontrole foram menos afetadas pelo envelhecimento se comparadas às que não cuidavam da saúde emocional, ainda que enfrentando os mesmos níveis de estresse.

Estresse acelera envelhecimento e aumenta o risco para doenças cardíacas, diabetes e transtornos mentaisEstresse acelera envelhecimento e aumenta o risco para doenças cardíacas, diabetes e transtornos mentaisFonte:  Shutterstock 

A ligação com o envelhecimento é mais evidente entre pessoas com baixo nível de controle emocional, e foi relacionada a fatores de comportamento, como o tabagismo e o IMC (índice de massa corporal).

No estudo, publicado na revista científica Translational Psychiatry no fim de novembro, os pesquisadores utilizaram um “relógio epigenético” chamado GrimAge, que rastreia as mudanças químicas no DNA para medir a idade biológica, que muda naturalmente com o envelhecimento. Esses “relógios” são indicadores mais eficazes de tempo de vida e saúde do que a idade cronológica.

Foram usadas amostras de sangue de pessoas entre 19 e 50 anos para avaliar as mudanças químicas captadas pelo GrimAge, além de outros marcadores de saúde. Os participantes também responderam a um questionário para revelar o nível de estresse e a resiliência psicológica.

As descobertas dos cientistas apontam para alvos de intervenção que podem reduzir ou prevenir os efeitos do estresse sobre o envelhecimento e suas consequências a longo prazo para a saúde.

ARTIGO Translational Psychiatry: doi.org/10.1038/s41398-021-01735-7