Cientistas afirmam reverter o envelhecimento das células humanas

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Imagem: Sagol Center for Hyperbaric Medicine
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Um estudo publicado na última quarta-feira (18) na revista Aging pode provocar tanto impacto quanto a descoberta da fonte da juventude: pesquisadores da Universidade de Tel Aviv, em Israel, conseguiram reverter o processo de envelhecimento das células humanas, e também aumentar o comprimento dos telômeros.

Os telômeros são estruturas com sequências repetidas de DNA “presentes nas extremidades livres dos cromossomas, que garantem a sua replicação e estabilidade”. Dessa forma, cada vez que uma célula se replica dentro do nosso corpo, outra mais jovem morre, justamente porque os telômeros ficam cada vez mais curtos.

De acordo com o investigador-líder do projeto, o médico Shair Efrati da Universidade de Tel Aviv, a equipe percebeu que mudanças no ambiente externo podem afetar as alterações celulares centrais que ocorrem ao longo do processo de envelhecimento.

Metodologia da pesquisa

Fonte: iStock/ReproduçãoFonte: iStock/ReproduçãoFonte:  iStock 

No estudo, os participantes permaneceram sentados por 90 minutos dentro de uma câmara de oxigênio hiperbárica (OHB), durante cinco sessões. O processo foi repetido uma vez por semana durante três meses, e fez com que os telômeros se prolongassem em 20%.

Embora a amostra seja muito pequena, envolvendo 35 adultos saudáveis, com idade superior a 64 anos, o fato de a oxigenoterapia hiperbárica ter sido capaz de alongar os telômeros faz com que a matéria mereça ser objeto de investigações posteriores.

A oxigenoterapia hiperbárica é um processo terapêutico no qual um paciente é submetido à inalação de oxigênio puro em uma pressão maior que a pressão atmosférica, dentro de uma câmara hermeticamente fechada com paredes rígidas. O tratamento é normalmente indicado para combate a infecções e cicatrização de feridas que não se curam mesmo com tratamento adequado.

Os telômeros

Fonte: Stanford University School of Medicine/DivulgaçãoFonte: Stanford University School of Medicine/DivulgaçãoFonte:  Stanford University School of Medicine 

Como acontece com todos os cromossomos humanos, também os telômeros se copiam a si mesmos todas as vezes que uma célula se divide. Porém, a cada replicação, pequenos fragmentos de código da própria ponta da sequência não são incluídos na nova cópia, deixando o novo cromossomo mais curto do que o anterior.

Telômeros mais curtos deixam esses cromossomos mais vulneráveis e também mais sujeitos a risco de mutações perigosas, normalmente relacionadas com a idade, como o câncer, por exemplo. Embora o processo de envelhecimento não esteja diretamente relacionado com o encolhimento dos telômeros, essas sequências de proteínas e DNA estão relacionadas à saúde do ser humano.

Num comunicado à imprensa, Efrati explicou que "telômeros mais longos correlacionam-se com um melhor desempenho celular" e que a correta compreensão do encurtamento dessas estruturas é “considerada o Santo Graal da biologia do envelhecimento”.

A conclusão do estudo foi de que, não apenas a OHB pode induzir efeitos senolíticos (antienvelhecimento) importantes, como aumentou de forma significativa o comprimento dos telômeros, e conseguiu eliminar células senescentes nas populações em envelhecimento.

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