China lança módulo central da sua futura Estação Espacial

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Imagem: Xinhua/Reprodução
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O primeiro dos três módulos da futura Estação Espacial Chinesa (CSS) foi lançado com sucesso nessa quarta-feira (28). A decolagem aconteceu no Centro de Lançamento de Wenchang, na ilha de Hainan, impulsionada por um foguete Long March-5B.

Com 16,6 metros de comprimento e 4,2 metros de diâmetro, o módulo Tianhe (“Harmonia dos céus”, em tradução livre) será o elemento central do laboratório orbital operado pela China, onde ficarão o centro de controle e os alojamentos dos astronautas.

Pesando 22 toneladas, o Tianhe tem o tamanho de um prédio de cinco andares, podendo receber até seis moradores simultaneamente. Ele traz ainda um sistema de portas para a acoplagem das próximas missões, que levarão os módulos restantes para a formação da estrutura, além de permitir a realização de caminhadas espaciais.

Módulo Tianhe em exibição ao público, em 2018.Módulo Tianhe em exibição ao público, em 2018.Fonte:  Xinhua/Reprodução 

A nova estação ficará posicionada na órbita baixa da Terra, quando finalizada, operando entre 340 km e 370 km de altitude, um pouco abaixo da Estação Espacial Internacional (ISS), situada a mais de 400 km acima da superfície terrestre.

Operando a partir de 2022

Também conhecida como Tiangong (“Palácio Celestial”), a CSS deve estar pronta para funcionar no segundo semestre de 2022. A operação de montagem da estrutura de 90 toneladas incluirá ainda a realização de pelo menos mais 10 missões.

A próxima ocorrerá em maio, carregando alguns suprimentos para a estação, enquanto a terceira tem previsão de decolar em junho, levando os três primeiros habitantes do Tianhe. Estão programadas ainda outras três viagens tripuladas, transportando profissionais que atuarão na finalização dos trabalhos.

Quando estiver pronta, a Estação Espacial Chinesa será utilizada para a realização dos mais variados tipos de experimentos científicos em condições de microgravidade, inclusive permitindo a presença de pesquisadores estrangeiros, conforme planeja o governo. Ela deve se manter funcional por pelo menos 10 anos, mas o prazo pode ser ampliado com a realização de manutenções ao longo do tempo.

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