Robótica e neurônio artificial: entendendo como funciona

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Os avanços na neurociência aliados à matemática e à computação permitem sonhar com o dia em que a consciência humana, mesmo que complexa biologicamente falando, possa vir a ser transportada para o mundo artificial, se fossem descobertos todos os processos que a fazem surgir e se, a partir daí, se criassem modelos matemáticos e códigos binários para reproduzi-la no meio artificial. Sempre acreditei que a matemática estava em tudo na vida, bendito Pitágoras! Inclusive, tenho um estudo que não posso revelar ainda, sobre personalidades calculadas como uma dízima periódica. 

Mas para isso seria necessário saber exatamente como o cérebro produz a consciência e se a própria subjetividade deixaria que outros sistemas fossem capazes de reproduzi-la. Se entendermos que a consciência se origina de uma organização física e funcional, outros sistemas de inteligência artificial podem ser capazes de reproduzir o mesmo processo ainda que falemos em algo que não é fisicamente manipulável.

Nosso cérebro é um sistema complexo de células neuronais e sinapses que podem ser monitoradas artificialmente e o sonho maior é conseguir transportar a consciência humana para a máquina com toda a carga subjetiva que nosso cérebro nos proporciona, embora o paradigma da inteligência artificial se baseie em computações simbólicas.

Nos últimos anos, tem havido um progresso impressionante nas questões da consciência artificial, como a compreensão do funcionamento do neurônio e a criação de modelos artificiais que funcionam em minúsculas redes e conseguem reproduzir pequenas respostas ou até mesmo a criação na robótica de organismos artificiais que podem mimetizar dados comportamentais dos seres humanos e reconhecer-se a si mesmos.

Contudo, sem conseguirmos explicar exatamente o que é a consciência, será difícil conseguir transportá-la para um mecanismo físico fora de nosso cérebro. Conseguimos pequenos avanços e progressos, mas, para um organismo conseguir deter todas as capacidades cognitivas biológicas, ter julgamento e livre arbítrio e conseguir pensar por antecipação, vai um longo caminho.

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Fabiano de Abreu Rodrigues, colunista do TecMundo, é doutor e mestre em Ciências da Saúde nas áreas de Neurociências e Psicologia, com especialização em Propriedades Elétricas dos Neurônios (Harvard). É membro da Mensa International, a associação de pessoas mais inteligentes do mundo, da Sociedade Portuguesa de Neurociência e da Federação Europeia de Neurociência. É diretor do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito (CPAH), considerado o principal cientista nacional para estudos de inteligência e alto QI.

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