Pfizer lança delivery de vacinas contra covid-19 nos EUA

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Buscando alternativas para enfrentar os obstáculos que terá na distribuição da sua imunização contra covid-19, quando ela for liberada pelas agências reguladoras, a Pfizer lançou um programa de delivery de vacinas nos Estados Unidos, nesta terça-feira (17).

O sistema de entregas da vacina para combater o novo coronavírus será testado nos estados do Texas, Novo México, Rhode Island e Tennessee. Eles foram escolhidos segundo critérios como diferenças no tamanho geral, infraestrutura de imunização e diversidade de populações, além de exigirem a chegada a áreas urbanas e rurais variadas.

Segundo a Pfizer, as regiões incluídas no teste não terão vantagem quando o imunizante estiver disponível nem receberão qualquer outra consideração diferencial. Os quatro estados receberão as doses ao mesmo tempo em que outras localidades.

A vacina da Pfizer e da BioNTech precisa ser armazenada em condições especiais.A vacina da Pfizer e da BioNTech precisa ser armazenada em condições especiais.Fonte:  Pexels 

O projeto piloto do delivery de vacinas poderá servir de base para a entrega do produto em outras regiões do planeta, principalmente nas áreas mais quentes. Como o imunizante precisa ser enviado e armazenado a 70 graus negativos, os testes feitos pela farmacêutica serão essenciais para verificar a eficácia da distribuição.

Opção para o Brasil

Além do delivery de vacinas que entrará em testes nos EUA, a farmacêutica pensa em outras alternativas para distribuir o imunizante em regiões tropicais, devido aos requisitos de armazenamento do produto, de temperaturas similares às registradas no Polo Sul, durante o inverno.

Na semana passada, o presidente da Pfizer Brasil Carlos Murillo disse que a empresa planeja usar uma embalagem especial com gelo seco, capaz de armazenar a vacina por até 15 dias na temperatura necessária. Após o descongelamento, ela pode ser mantida em refrigeradores comuns durante cinco dias, para aplicação.

Desenvolvida em parceria com a BioNTech, a vacina genética apresentou 90% de eficácia, conforme os dados iniciais dos testes da fase 3. As duas empresas querem entrar com pedido de autorização de uso de emergência nos EUA até o final de novembro.

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