Quais são as missões futuras da NASA?

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Hoje, o sonho mais ambicioso de todas as agências espaciais do mundo é o ser humano botar os pés em Marte, mas e depois? Para a NASA, a tarefa de escolher qual é o próximo destino espacial é do Grupo de Avaliação de Planetas Externos (OPAG, na sigla em inglês), e ele já tem três missões em mente.

O resultado dos estudos dentro da Pesquisa Decadal da Ciência Planetária (o roteiro de viagens espaciais entre 2023 e 2032) foi apresentado durante a última reunião do OPAG, que é o grupo consultivo sobre os destinos além do cinturão de asteroides.

"Para ser honesta, eu ficaria chocada se todos esses estudos se concretizassem", disse a cientista planetária Shannon MacKenize, da Universidade Johns Hopkins e a principal autora de um dos trabalhos apresentados. Confira quais são eles.

Mundos estranhos, luas esquisitas

Encélado

Nenhuma missão que tenha passado por suas redondezas (como a Cassini) jamais priorizou essa pequena lua de Saturno. Isso poderia mudar se a NASA concretizasse a missão conceitual chamada pelos cientistas que a desenvolveram de Enceladus Orbilander. Por abrigar um imenso oceano de água líquida sob sua crosta de gelo, o objetivo é saber se a lua hospeda formas de vida.

Em um primeiro momento, o Orbilander permaneceria na órbita de Saturno, examinando suas luas pelo caminho. Por fim, concentraria-se em Encélado, dando início à sua missão de 200 dias. Nela, esse mundinho gelado seria observado de cima, então coletaria e analisaria o material ejetado pelos gêiseres e procuraria indícios de vida. (Abaixo, você confere a lua vista pelo infravermelho da Cassini; o padrão "listras de tigre" é o local onde os gêiseres se originam).

Na segunda fase de operações (com duração de 150 dias), o Orbilander pousaria para coletar a neve que cai sobre a crosta gelada da lua de Saturno. A missão seria lançada ao fim da década de 2030, para finalmente alcançar Encélado em 2050, pousando em sua superfície no ano seguinte. Custo: US$ 2,5 bilhões.

Netuno e Tritão

Nenhum gigante de gelo jamais teve uma missão para chamar de sua. Por isso, Netuno e sua lua, Tritão, foram os escolhidos para uma hipotética visita de uma sonda não tripulada da NASA.

Em 3 de julho de 1989, a NASA recebeu da Voyager 2 essa imagem de Netuno e sua maior lua, Tritão (embaixo, à direita).Em 3 de julho de 1989, a NASA recebeu da Voyager 2 essa imagem de Netuno e sua maior lua, Tritão (embaixo, à direita).Fonte:  NASA/JPL 

Chamada de Odyssey, para efeito de comparação, a sonda chegaria em Tritão em um momento em que a luz do Sol iluminasse seu hemisfério sul (como nas imagens enviadas pela Voyager 2 em 1989, mostrando plumas ativas na superfície dessa lua). A sonda estudaria, por 4 anos, o sistema de Netuno, além de seus anéis e campo magnético.

Sem data de lançamento, a Odyssey levaria 16 anos para alcançar Netuno, estudando, pela viagem, a influência do Sol por todo o sistema planetário, os vizinhos da Terra e os asteroides encontrados pelo caminho. Custo: US$ 3,4 bilhões

Plutão e além

A deusa grega Perséfone dá nome à terceira missão apresentada pelo OPAG, tendo como alvo Plutão e seus vizinhos. A sonda orbitaria o planeta-anão com o objetivo principal de descobrir se ele esconde um oceano interno – um indicador de um ambiente habitável em potencial.

Perséfone estudaria as atmosferas de Plutão e de sua lua Caronte, além de investigar se o planeta tem um campo magnético. Se for lançada em 2030, ela levará 26 anos para chegar às margens do Sistema Solar, alcançando o Cinturão de Kuiper na década de 2070. Custo: US$ 3 bilhões.

Fontes

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