Pfizer inicia testes de vacinas contra coronavírus em seres humanos

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Pesquisadores do mundo inteiro estão se dedicando à luta contra o novo coronavírus, que já infectou mais de 3,6 milhões de pessoas, causando mais de 250 mil mortes. Um dia após a União Europeia ter arrecadado 7,4 bilhões de euros, que serão destinados ao desenvolvimento de soluções variadas, a Pfizer, companhia farmacêutica norte-americana, anunciou nesta terça-feira (5) que iniciou os testes de múltiplas vacinas experimentais em seres humanos.

As doses de quatro versões serão administradas em pessoas saudáveis de 18 a 55 anos dos Estados Unidos em um formato pioneiro na História, já que, normalmente, tais procedimentos são realizados em animais por anos até que somente o mais promissor chegue a esta etapa. Devido à emergência da situação causada pela covid-19, a flexibilidade, de acordo com a empresa, é uma opção que pode acelerar as coisas.

“A pandemia nos atacou com tudo e não tivemos tempo para dedicar a um sistema padrão de pesquisas. Devido a isso, pensamos: ‘O que podemos fazer para encurtar esse caminho?’”, declarou  Kathrin Jansen, responsável pelos experimentos. O objetivo principal é conseguir uma dose segura para grupos de alto risco a partir de setembro – acompanhando as expectativas da Universidade de Oxford.

Vacinas serão aplicadas em pessoas saudáveis nos Estados UnidosVacinas serão aplicadas em pessoas saudáveis nos Estados UnidosFonte:  Unsplash 

Cuidados necessários

Há pelo menos oito tipos de vacina na mesma etapa de desenvolvimento em vários países. “Meus pais fazem parte do grupo de risco, assim como meus avós. Como estudante de Medicina e pesquisador de Microbiologia, eu gostaria de ter um papel ativo nas pesquisas de uma vacina que pode ajudar o mundo”, declarou um dos voluntários, Michael Sikorski.

De acordo com o diretor do Centro de Desenvolvimento de Vacinas e Saúde Global da Escola de Medicina da Universidade de Maryland, nos EUA, todo cuidado é pouco. “Fazemos tudo com as precauções necessárias. Avaliamos todo mundo antes mesmo de entrarem nas instalações, medindo a temperatura, fornecendo máscaras e evitando que participantes dos testes fiquem próximos uns dos outros”.

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