Atualmente, estamos em uma época na qual os dispositivos Android resolveram bater de frente com os celulares da Apple e entrar de cabeça no jogo da ostentação, oferecendo tops de linha poderosos com preços que vão de R$ 3 mil a R$ 4 mil – ou mais. A estratégia, no papel, pode ter soado boa, mas os números do mercado e a recepção geral dos consumidores não parece ter validado a manobra das principais fabricantes que usam o sistema da Google. Pelo menos, é o que diz um levantamento feito pelo analista Charles Arthur.

O dono do site The Overspill mergulhou a fundo nos relatórios de venda das gigantes do setor e percebeu que a tática ousada – que, teoricamente, seria a receita para o sucesso – não rendeu o esperado. A situação aliás, tende a ser desesperadora para muitas delas. Das companhias avaliadas, por exemplo, nenhuma colocou mais unidades no mercado do que no ano passado ou teve um lucro superior ao mesmo período de 2014. A badalada Sony caiu consideravelmente, enquanto a HTC sofreu um tombo colossal nas vendas.

Conforme é possível conferir na tabela acima, a gigantesca Samsung foi a única a apresentar números favoráveis, embora provavelmente a renda não esteja nem perto do que a sul-coreana esperava com a bela dupla Galaxy S6 e Galaxy S6 Edge – evoluções palpáveis do não tão saudoso Galaxy S5. A LG se manteve flutuando na linha tênue entre os ganhos e perdas, anotando uma margem operacional positiva de ínfimos 0,0069% e lucrando cerca de US$ 0,016 em cima de cada smartphone vendido – sim, isso é 1,6 centavo de dólar.

Enquanto as coisas não parecem nada agradáveis para as empresas que dominam o mercado Android – e também para a Microsoft, mas por outros motivos –, as companhias asiáticas que andam apostando no ocidente, como Xiaomi e ASUS, conquistam o coração dos consumidores ao lançar produtos de qualidade – muitas vezes equivalente ao das grandes marcas – por um preço bastante justo. A Apple? Bom, a Apple continua com vendas cada vez mais altas e percentuais de lucro maiores do que as outras fabricantes somadas. Que chato, hein?

Em sua avaliação, Arthur afirma que esse não é um ponto sem volta para o segmento. Uma aposta em produtos mais inovadores ou em dispositivos que se encaixem com perfeição entre os gadgets intermediários e premium poderia equilibrar a balança comercial desse pessoal – além de reconquistar a confiança do público. Segundo o autor, é basicamente isso, esperar por um milagre ou assistir aos consumidores migrarem para soluções como iPhone 6s Plus e Redmi Note 2. Será que veremos mudanças significativas para 2016?

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