Às vésperas do lançamento da nova edição do Windows, a Microsoft liberou nesta terça-feira (21) o relatório fiscal relativo ao seu último trimestre. A extensa papelada – que está sendo seguida de uma conferência com os acionistas –, indica que, nesse período, a empresa anotou um prejuízo de nada menos que US$ 2,1 bilhões, um valor que pode ser convertido em cerca de R$ 6,66 bilhões. Grande parte dessa perda foi causada pela desvalorização dos papéis da compra da Nokia, que causaram uma redução de US$ 7,6 bilhões nos lucros da companhia.

É interessante notar que, se não fosse pelos problemas com essa aquisição e as demissões e cortes que foram causados pelo negócio, a história teria sido diferente, já que as outras divisões da Microsoft somadas registraram um ganho líquido de US$ 6,4 bilhões em uma renda total de US$ 22,2 bilhões. Esses dados parecem ser o resultado das mudanças estruturais feitas na companhia pela CEO Satya Nadella, que rearranjou setores inteiros e moveu executivos para um lado e para o outro para garantir o funcionamento da gigante de Redmond.

Números para todos os lados

Alguns dos braços da empresa fizeram valer o investimento neles, enquanto outros parecem ainda estar se acertando para o próximo ano fiscal. A renda com seu icônico sistema operacional, por exemplo, sofreu um baque de 22% após o término do suporte ao tradicional Windows XP, ao mesmo tempo que as vendas dos novos dispositivos da linha Surface cresceram de forma monumental, chegando a US$ 888 milhões – um aumento de 117%. As assinaturas do Office 365 também foram bem, abocanhando 3 milhões de novos usuários.

A divisão Xbox, por sua vez, mostrou que o corte nos preços do Xbox One para encarar o PlayStation 4 de frente surtiu um bom efeito, fazendo suas vendas aumentarem em 30%. Já o segmento de smartphones seguiu por caminhos tortuosos, mesmo se forem desconsideradas as escorregadas com a marca Nokia. Isso porque o negócio em si vem crescendo consideravelmente ano a ano em número de unidades vendidas, mas, nesse caso, a redução do valor dos produtos não alavancou os ganhos, resultando em uma perda de 68% no setor.

Mesmo o Bing, que para muitos internautas é visto como uma piada perto do sistema de busca da Google, anotou crescimento de 21% – além de conseguir chegar a uma fatia de 20,3% desse segmento nos EUA – e ajudou a evitar que o prejuízo histórico da Microsoft fosse maior. A próxima grande cartada da empresa é o lançamento do aguardado Windows 10, que ocorre no próximo dia 29 de julho. A expectativa é que o sistema supere de forma natural a relação dos consumidores com o Windows 8/8.1, que foi um pouco conturbada inicialmente.

Apostando suas fichas

É importante que tudo dê certo durante a chegada do novo Windows ao mercado, já que a unificação da plataforma vai afetar o desempenho – e a imagem – da Microsoft em diversas de suas divisões. Nada mais justo, já que o software atualizado dará as caras tanto nos desktops e notebooks como celulares e video games que levam o selo da companhia. Em breve, novas notícias deverão dizer como esse relatório fiscal e o lançamento do Windows 10 vão afetar o crescimento e os números da companhia no próximo trimestre.

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