A tecnologia se move a passos largos, e no mundo dos celulares não podia ser diferente. Hoje, os smartphones dominam o mercado dos telefones móveis e competem ferozmente em especificações de hardware como potência do processador, quantidade de memória e resolução de tela. Mas, quando paramos para olhar a questão do design, anda tudo meio que padronizado e quadradão, não é?

O que vemos de mais diferente hoje em dia são coisas como uso de materiais específicos na carcaça ou tela, caixas de som chamativas como as do HTC One (M8) e a protuberância traseira do Galaxy K zoom – que, convenhamos, é um celular meio parrudo com uma baita lente acoplada. Então, às vezes é bom parar um pouco com toda essa correria, respirar e dar uma olhada no que vinha sendo feito no mundo dos celulares até pouco tempo atrás.

Nesta lista, vamos nos focar em aparelhos inusitados que foram produzidos até praticamente o fim da década de 2000 e que tinham um fator em comum: partes giratórias que ajudavam o aparelho a atingir sua forma final ou revelar outras funcionalidades.

1. Nokia 7373

Este aparelho é uma das tentativas da Nokia em testar novos designs e fazer produtos para diversos nichos. Como antiga líder do mercado, a empresa finlandesa tinha bastante folga para poder fazer experimentações, sem se preocupar com grandes prejuízos. O Nokia 7373 tinha uma versão na cor preta, mas foi seu modelo rosa – todo texturizado e cheio de desenhos e curvas – que acabou conquistando seu espaço entre as mulheres.

À primeira vista, o aparelho pode parecer um daqueles modelos comuns com flip, mas girando lateralmente uma das partes, revela-se o teclado físico escondido, e o Nokia 7373 mostra toda sua beleza rosa-bebê.

2. Samsung SGH-X830

Basta dar uma olhada no SGH-X830 para ver que a briga por design e patentes entre a Samsung e a Apple vem de longa data, não é? Lançado em 2006, o aparelho da gigante coreana tinha um visual bem parecido com o do iPod Nano – colocado no mercado um ano antes. Não é mera coincidência, já que o celular da Samsung tem o foco na experiência musical do seu público, que pode mexer em todas as funções do media player pela roda de navegação.

Mas o SGH-X830 não é um mero tocador de MP3. Ao girar a tela 180 graus até o topo, surge um teclado com botões alinhados em duas colunas, algo que pode parecer estranho em uma primeira impressão. O celular era bem pequeno para a época e pesava míseros 72 gramas.

3. T-Mobile Sidekick 3

Logo de cara, o Sidekick 3 lembra muito consoles portáteis antigos, com uma aparência robusta, tela central grande e espaços para segurá-lo na orientação horizontal. Apesar de possuir até um direcional e uma pequena trackball, o aparelho não tem nada de Nokia N-Gage, escondendo em sua carcaça bem mais do que o visual entrega.

Para acessar o teclado QWERTY, o celular faz um movimento digno dos robôs de Transformers, mesclando o deslizamento e o giro da tela, para que tudo fique na posição correta e facilite a digitação.

4. Motorola Flipout

Membro mais novo desta lista, o Flipout foi lançado em 2010, contando com uma tela touch de 2,8 polegadas e já rodando o poderoso Android 2.1 (Eclair). Tudo isso encapsulado em um pequeno formato quadrado, que lembra o saudoso portátil Game Boy Advance SP.

Não se engane, o Motorola Flipout não é apenas um smartphone comum cortado pela metade. Sabe aquela história de girar? Então, aqui você gira a parte traseira para baixo para ter acesso ao teclado QWERTY, famoso por agilizar a vida dos viciados em mensagens de texto.

5. Nokia 7705 Twist

Este é provavelmente o modelo que inspirou o design do produto anterior. Lançado em 2009, o Nokia 7705 Twist é bem pequeno (6,9 x 6,9 cm), com um bonito acabamento brilhante e laterais em metal. O design é bem chamativo e foi feito para agradar os jovens da época.

Como no Flipout, basta mover 180 graus uma das partes do aparelho para revelar o mesmo tipo de teclado. A diferença aqui, porém, é gritante, já que a união das duas peças é feita por um furo que vaza o celular da frente até a traseira. Pode soar esquisito – e até é –, mas o público rapidamente usou a criatividade, colocando um lápis ou uma caneta no local para segurar o Twist de pé em superfícies planas, por exemplo.

6. Sony Ericsson W550

Um dos primeiros celulares da Sony Ericsson a estampar a marca Walkman, o W550 já indicava que seu aspecto principal era a qualidade sonora. Do mesmo modo como é fácil reconhecer quem está ouvindo um som em produtos da Apple por causa dos fones característicos, em 2005 era muito simples ver quem portava um aparelho da série Walkman: os bonitos fones de ouvido com o antigo logo da Sony Ericsson – que nem existe mais.

Assim como os outros amigos da lista, o W550 pode ser usado para receber ligações e tocar músicas normalmente, mesmo quando fechado. Porém, só ao girar sua tela o acesso fica livre ao teclado numérico padrão, deixando completo o visual “trambolhão” do celular.

7. LG VX9400

Fechado, o LG VX9400 parece realmente com celulares de tempos mais recentes, com tela colorida de bom tamanho, botões de controle na parte de baixo e um formato retangular clássico. Até aí, sem segredos. Como está nesta lista, você também já sabe que ele vai ter que girar para mostrar o teclado – numérico, neste caso. Só que aqui, o giro só vai até a metade, deixando o aparelho com um formato de “T”.

Não estranhe caso o reconheça de algum lugar, já que o celular figurou nas mãos do playboy Tony Stark (Robert Downey Jr.) no primeiro filme do Homem de Ferro. Como o produto não vive só de merchandising, apresentava algumas vantagens como um receptor de TV – com uma longuíssima antena – e fones bluetooth stereo.

8. Motorola Aura

E não podíamos finalizar esta seleção especial sem um aparelho igualmente especial: o luxuoso e ousado Motorola Aura. Sabe aquela esperada proteção de safira do vindouro iPhone 6? Já estava presente na tela circular do Aura, lá no fim de 2008. O display redondo era só mais um charme que complementava o corpo em aço inoxidável.

Com texturas gravadas mecanicamente na carcaça e botões de alumínio, o celular continuava muito elegante mesmo quando se girava a capa frontal para poder acessar o teclado numérico e as teclas de navegação. Olhando bem, o Aura parece até a inspiração para um certo smartwatch da Motorola. Será?

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E aí, será que é possível ter um retorno às experimentações com os formatos e com os modos de operar os celulares? As telas flexíveis podem ser um caminho para isso, basta que o mercado não se acomode com ligeiras modificações como a tela curva do LG G Flex. A câmera móvel do chinês Oppo N1, que gira sobre o próprio eixo, é outro caminho de pequenas inovações.

Bom, resta agora esperar os passos rápidos da tecnologia mostrarem para onde os smartphones vão seguir. E você, o que acha? Algum palpite mirabolante para o futuro? Já teve algum dos aparelhos listados acima? Deixe seu comentário!

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