Na última terça-feira (10), a Apple entrou mais uma vez para a história. Calma, não foi por causa de algum lançamento revolucionário que você não ficou sabendo, mas simplesmente por ter batido o valor de mercado recorde de US$ 700 bilhões ou pouco mais de R$ 2 trilhões – sim, trilhões. Com suas ações sendo negociadas a US$ 122,02 e chegando a US$ 124,43 na quarta-feira (11), a empresa marca a primeira vez em que uma companhia chega a esse patamar no mercado acionário.

A alta de 2,3% nos papéis da empresa reflete o bom momento da Apple, que há menos de 20 anos estava à beira da falência e hoje é considerada a empresa de capital aberto mais valiosa do mundo. O bom trabalho iniciado por Steve Jobs em sua volta à companhia, aliado a frequentes lançamentos de produtos de sucesso e crescimento no mercado mundial – como a participação cada vez mais significativa dentro da China – pavimentaram o caminho para que isso fosse possível.

Mesmo sendo alvo de críticas, Tim Cook conseguiu manter os rumos da empresa e seguiu com uma estratégia agressiva de anúncios, com destaque para o Apple Watch, o badalado relógio inteligente que deve ser lançado em abril. Para se ter uma ideia do sucesso alcançado pela Apple, basta conferir que, em um período de 12 meses, as suas ações valorizaram cerca de 63% – uma taxa incrivelmente alta se considerarmos que estamos falando de uma companhia que vale centenas de bilhões de dólares.

É válida também a comparação com os valores alcançados atualmente por outros integrantes da lista das mais valiosas. A Exxon, que ocupa o segundo lugar, está com “meros” US$ 380 bilhões em valor de mercado. Se focarmos em concorrentes diretos, temos a Google (3º) com US$ 365,9 bilhões e a Microsoft (5º) com US$ 347,7 bilhões. A soma entre a dona do Android e a do Windows não chega no “preço da etiqueta” da Apple segundo o fechamento da bolsa nos EUA na quarta-feira: US$ 727,4 bilhões.

Calculando para entender

Se dividirmos o valor total da Apple pelo número de habitantes no planeta Terra, teríamos cerca de 100 dólares (cerca de 287 reais) para cada pessoa viva hoje no mundo – o suficiente para uma bela compra no mercado. Mas por que parar por aí, não é? A quantia de dinheiro é tão absurda, que fica mais divertido ter noção do montante ao compará-lo com todo tipo de coisa que pode ser comprada com ele. Vamos lá!

1. iMac com Retina 5K Display

Por que não começar com um produto da própria Apple, não é? O item mais caro da loja oficial da empresa é o iMac de 27 polegadas e resolução 5K com a tecnologia Retina. Para dar uma incrementada, colocamos absolutamente todos os opcionais na nossa compra. O modesto computador tem um Intel Core i7 quad-core rodando a 4 GHz, 32 Gb de RAM, 1 Tb de armazenamento flash, uma VGA Radeon R9 M295X com 4 Gb de memória e uma infinidade de acessórios. O preço final? Cerca de US$ 9,2 mil, fazendo com que possamos comprar pouco menos de 78 milhões de iMacs desse tipo. Alguém quer um?

2. PlayStation 4

Escolhemos o PS4 porque somos “sonystas”? Definitivamente não! Selecionamos o mais novo console da Sony porque ele é o video game com o preço oficial mais assustadoramente alto no Brasil. Mas, nada tema. Com o valor da Apple no bolso, é possível comprar 500 milhões de unidades do PS4, abastecendo com folga toda a população brasileira e deixando um belo estoque para gerações futuras. Talvez seria melhor usar o excedente em jogos adicionais.

3. Mansão da Shakira

Se o seu sonho de vida é ter um belo imóvel em Miami, talvez a sua pedida ao ter US$ 700 bilhões na carteira seja pelo menos dar uma olhada na mansão da cantora colombiana. Recentemente a artista colocou a “casinha” à venda por um preço promocional: US$ 12,9 milhões (cerca de R$ 33 milhões). Comprá-la mais de 54 mil vezes parece ser uma atitude de quem quer esbanjar demais? Talvez sim, talvez não.

4. Piratas do Caribe 4

Apesar de violentos e pra lá de cruéis originalmente, os piratas exercem um fascínio sobre o público e são personagens queridos na cultura pop. Talvez não dê para se tornar um grande pirata com o dinheiro da Apple – é muito perigoso –, mas é possível mandar rodar novamente “Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas”, o quarto capítulo da série de filmes. A última aventura de Jack Sparrow até agora é o filme mais caro da história recente, com o custo de produção estimado de US$ 378,5 milhões.

Nesse caso, especificamente, nem vamos fazer as contas para ver quantas vezes é possível filmar a produção. Em vez disso, vamos dizer que o valor da Apple deve dar conta de tornar o quarto Piratas do Caribe um filme bom antes do lançamento do próximo longa-metragem da franquia, agendado para 2017. Será que dá? Haters gonna hate.

5. Dívida externa brasileira

Brincadeiras à parte, os US$ 700 bilhões poderiam ter um fim mais nobre – pelo menos para os brasileiros. Calculada atualmente em US$ 338,6 bilhões, a dívida externa do Brasil poderia ser completamente liquidada com apenas metade do valor da Apple, dando um jeito em empréstimos que se arrastam a quase 200 anos. Será que resolveria algo? Talvez o preço do iPhone ficasse mais barato por essas bandas.

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O que você achou do desempenho recente da Apple e o que faria com essa grana? Deixe sua opinião mais abaixo, nos comentários.

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