Apesar de os dispositivos vestíveis se popularizarem lentamente no mercado, existe um ponto sobre eles que tem incomodado bastante gente: a bateria. Muitos desses aparelhos possuem duração relativamente baixa – um aspecto bastante negativo, especialmente quando o conceito do produto é acompanhar você no decorrer do dia.

Independentemente do SO, dos apps instalados e da utilização do aparelho, há um problema sério com a bateria que afeta diferentes dispositivos. De acordo com Laurden Goode, do The Verge, esse cenário não está mudando muito para a grande maioria dos equipamentos, pelo menos não se levarmos em consideração as soluções apresentadas na CES 2016, em Las Vegas.

Contudo, existem sim gadgets com baterias bem mais duradouras, embora suas funções sejam mais limitadas. Por exemplo, o novo rastreador de atividades da Under Armour oferece cinco dias de vida útil – o mesmo tempo que o Q Dreamer, o mais recente bracelete para atletas da empresa Fossil. Além disso, o novo rastreador de atividades da Misfit – batizado de Ray – pode durar mais de seis meses sem interrupção, o que é impressionante.

Há várias empresas que já têm trabalhado para desenvolver baterias melhores, especialmente em braceletes esportivos. No entanto, quando temos um visor e processadores mais robustos, como vemos no Apple Watch e no Moto 360, o quadro já é bem diferente – ambos dispõem de aproximadamente um dia de bateria. Quanto mais complexo for o equipamento, menos tempo de vida útil a carga terá. É claro que existem baterias externas que podem auxiliá-lo, porém o ideal é que esses próprios dispositivos aguentassem mais tempo.

O sonho das baterias duradouras

É de se esperar que, com todos os avanços sendo feitos em vários dispositivos, soluções mais eficientes fossem apresentadas. Contudo, esse quesito é um grande desafio para as próprias companhias pelo simples fato de a densidade da bateria não estar mudando na mesma velocidade que a de outras tecnologias. Em vez de focar nessas melhorias, os fabricantes se preocupam mais com outros avanços, normalmente envolvendo processadores mais robustos, que, inclusive, consomem mais do componente.

James Park (CEO da Fitbit) já disse que a autonomia da bateria é o quesito mais difícil de aprimorar na tecnologia. Segundo ele, há um aumento percentual na densidade de potência em células de íon de lítio, porém não o suficiente. Os maiores avanços vêm dos processadores, que todo ano ficam melhores e acabam consumindo menos energia.

Algumas empresas podem apostar em outras saídas para inovar esse campo, como o carregamento mais rápido e até mesmo wireless. Por exemplo, o bracelete UA Band carrega em somente 30 minutos. Há rumores de que o novo Apple Watch poderá trazer algumas novidades quanto à duração da bateria – quem sabe? Até que haja um avanço significativo na vida dos componentes, teremos que recorrer a energias externas, carregamentos rápidos e softwares inteligentes e mais econômicos.

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