Depois de comemorar seus 10 anos no ar, o YouTube está prestes a fazer a maior mudança em seu formato de disponibilização de conteúdo da história. O site, que está testando o “Music Key” — uma opção paga para usuários evitarem anúncios de todos os tipos —, já se prepara para o lançamento de mais uma opção de serviço pago por assinatura mensal.

Ainda não há um nome para essa segunda opção, mas ela seria basicamente um “Music Key Premium”, que não mostraria anúncios de qualquer natureza e ainda traria conteúdo com exclusividade para os assinantes. De acordo com o que fontes da indústria anteciparam ao The Verge, essa versão premium deve conter músicas de grandes artistas, que deixarão de ficar disponíveis para todo mundo ver no YouTube comum.

Se o site conseguir fazer esses dois modelos de assinatura funcionar, um aumento de receita vultuoso deve acontecer nas contas da Google. O site tem cerca de 1 bilhão de usuários ativos que consomem basicamente clipes musicais. Mesmo com o crescimento de serviços como o Spotify e o recém-lançado Apple Music, o YouTube ainda é de longe a maior fonte de música online do mundo.

Desconfianças

Apesar de as grandes gravadoras estarem pressionando todos os serviços de distribuição para acabarem de vez com as opções de consumo gratuito, fontes da indústria fonográfica dizem que essas empresas estão com “um pé atrás” com o serviço pago do YouTube.

Primeiro porque ambas as partes nunca se entenderam muito bem quanto ao valor que o site paga pelas visualizações dos clipes, e segundo porque os contratos entre as partes devem vencer já em 2016. Por conta disso, há a suspeita de que a Google esteja fazendo toda essa movimentação justamente agora — depois de muitos adiamentos — para agradar as gravadoras e estender os contratos por mais tempo sob as mesmas condições.

Por fim, as gravadoras temem que as versões pagadas do YouTube fiquem sem muitos assinantes, assim como aconteceu como o Google Play Music All Access: o serviço tem tanto ou mais conteúdo que seus concorrentes, mas a Google não estaria movendo uma pedra para tornar a ferramenta popular, sem investir em propaganda ou em melhorias no app mobile.

Será que vai pegar?

Deixando as preocupações das gravadoras de lado, podemos nos preocupar também com a forma como o YouTube pode lançar seus serviços por assinatura. Caso a o site faça uma abordagem equivocada, é possível que seu tráfego diminua drasticamente, espantando usuários.

A expectativa ideial é de que as ofertas pagas do YouTube sejam atraentes o suficiente no mundo todo para angariar assinantes. Contudo, em sua fase de testes, o Music Key já cobra US$ 7,99 (R$ 28) por mês para eliminar anúncios e permitir armazenar músicas e videoclipes offline. A pergunta que fica é: você pagaria por uma assinatura de streaming de música com esse preço quando uma assinatura do Netflix, por exemplo, não passa dos R$ 20?

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