Se você não acompanhou os documentos vazados pela WikiLeaks sobre a espionagem realizada pela CIA em gadgets da Apple, aparelhos Android e até smart TVs, clique aqui para saber os detalhes. Agora, como sequência dos primeiros documentos, a WikiLeaks divulgou mais papéis explicando sobre as ferramentas hackers que a CIA utiliza para invadir iPhones e MacBooks.

Os nomes das ferramentas refletem a atividade: sombrios

Batizados de "Dark Matter" (ou Matéria Escura), os documentos mostram um trabalho de sete anos da CIA ao invadir dispositivos. Uma das principais ferramentas citadas se chama "Sonic Screwdriver", que infecta MacBook via porta Thunderbolt ou USB — para ser realizado, esse método exigia a presença física de agentes da CIA.

"É um mecanismo para executar códigos em dispositivos periféricos enquanto um notebook ou desktop Mac está ligando", nota a CIA no documento.

Outra ferramenta, chamada "DarkSeaSkies", tem a capacidade de se acoplar ao firmware de um MacBook e continuar agindo após uma formação de sistema operacional. Sobre iPhone, a ferramenta "NightSkies" — interessante esses nomes soturnos colocados pela CIA, não? — pode ser instalada em um iPhone para repassar todos os dados de atividade do usuário.

Os iPhones podem chegar ao usuário já infectados

Esta última ferramenta, aliás, pode ser instalada até antes do iPhone sair de alguma loja. Ou seja: você já compra o aparelho infectado com a aplicação de vigilância da CIA.

"A CIA perdeu o controle sobre a maior parte de seu arsenal de espionagem cibernética, incluídos softwares maliciosos, vírus, cavalos de Troia, ataques de dia zero, sistemas de controle remoto de software malicioso e documentos associados", notou a WikiLeaks.

A Apple ainda não entregou qualquer declaração sobre o assunto

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