Toda a treta a respeito do Dieselgate – um escândalo no qual a Volkswagen fraudou a fiscalização da sua emissão de poluentes –, embora já tenha dado muito pano para a manga, ainda parece bem longe de acabar. Ainda que boa parte dos 475 mil veículos com motores 2.0 a diesel já tenham sido readquiridos pela montadora a uma cifra bilionária, outros 80 mil automóveis de diversas das marcas afiliadas da empresa seguiam até agora sem uma solução concreta. A solução para os 3.0, no entanto, pode ser bem, bem menos custosa para a VW.

Ao que parece, em vez de gastar US$ 14,7 bilhões (R$ 50,3 bilhões) em um acordo similar ao feito há alguns meses, a companhia deve gastar uma fração disso e ativar uma pequena atualização do software de seus carros para tentar “consertar” de vez o problema – possivelmente jogando uma pá de cal sobre o assunto. O plano? Recomprar apenas 20 mil SUVs mais antigos da Audi e da própria Volkswagen – modelos que não aceitariam o update – e atualizar 60 mil unidades diversas da Audi, VW e Porsche.

A economia pode ser uma gota de alívio em um mar de problemas para a VW

Inicialmente, os rumores diziam que os órgãos reguladores norte-americanos tinham rechaçado as tentativas da fabricante de se esquivar de sua responsabilidade com uma mera modificação no software de seus veículos – o mesmo tipo de operação que permitiu que ela burlasse os testes a que seus produtos haviam sido submetidos. A conversa entre as duas partes, no entanto, parece ter chegado a um meio termo, permitindo que parte da frota pudesse ser reajustada dentro dos limites oficiais de emissão.

Ei, também quero a minha parte!

Mesmo poupando alguns bons bilhões nessa brincadeira, nem tudo são flores para a VW nessas etapas finais do Dieselgate. Segundo a Reuters, os advogados dos consumidores que se sentiram lesados pelo caso estão pleiteando uma compensação generosa por parte da montadora antes que o processo vá a julgamento, no próximo dia 30 de novembro. A alegação é que, enquanto o acordo com o governo deve amortizar os danos ao ambiente, ele não leva em consideração o lado dos clientes.

A Volks planeja pagar muito menos para essa segunda leva de usuários

Essa ação conjunta é bastante importante para esse público, uma vez que, embora os donos dos carros 2.0 tenham embolsado entre US$ 5 mil e US$ 10 mil adicionais em cima do valor pago pela montadora em seus automóveis, a Volks planeja pagar muito menos para essa segunda leva de usuários. E aí, será que a história vai realmente parar nos tribunais ou a montadora vai tirar o escorpião do bolso antes que seja tarde demais?

Trapaça da Audi? Também confirmada

Como se não bastasse a VW enfiar o pé na jaca com seus veículos movidos a diesel, a montadora também pode ter vacilado diretamente em um dos seus braços mais fortes do mercado automotivo: a Audi. A notícia já circulava na imprensa há pouco mais de uma semana, mas, agora, finalmente a derrapada foi confirmada pela Volkswagen, deixando mais claro como o “cheat code” funcionava.

Volks também anda "pedindo perdão pelo vacilo" com a Audi

A ideia por trás do uso inteligente do mecanismo de marchas adaptativas dos carros da marca era criar um cenário ideal para que a emissão de poluentes fosse reduzida consideravelmente durante testes dos órgãos competentes. A fabricante confirmou que isso era feito para levar a “resultados incorretos e não-reproduzíveis” durante o uso normal dos automóveis da Audi. Com dois processos nas costas por conta disso, a empresa ainda está sob investigação federal nos Estados Unidos para determinar a magnitude do caso.

Será que a treta tem data para acabar ou ainda vão descobrir outro vacilo da VW, hein? Deixe a sua opinião sobre o tema mais abaixo, na seção de comentários.

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