A Volkswagen acaba de fechar um acordo de US$ 14,7 bilhões com a Justiça dos EUA para indenizar os donos de pelo menos 475 mil carros comercializados pela montadora no país. Esse trato refere-se à polêmica iniciada em setembro de 2015, que ficou conhecida como "Dieselgate", quando a montadora foi acusada de instalar um software em determinados automóveis para burlar testes oficiais de emissão de poluentes, visto que os veículos emitiam até 40 vezes mais gases tóxicos do que  o permitido pelas leis estadunidenses.

Segundo a decisão, os consumidores poderão optar por dois caminhos: vender seu carro de volta para a Volkswagen (recebendo o valor equivalente ao preço de venda no dia 18 de setembro de 2015, não importando o seu estado de conservação) ou submetê-lo a uma correção técnica para que ele passe a enquadrar nos limites de emissão estabelecidos. De qualquer forma, todos os clientes receberão ainda uma indenização que varia entre US$ 5,1 mil e US$ 10 mil, independentemente de sua escolha.

Por mais que esse gasto pareça assustador, esta é, possivelmente, a última chance da montadora alemã de consertar a sua imagem para o mercado norte-americano. Recentemente, a companhia também decidiu lançar um novo SUV naquelas bandas, o Atlas, após a completa falha comercial que foram os modelos Tiguan e Touareg. Ele deve estar disponível nas concessionárias dos EUA nos últimos meses de 2017 — e, é claro, sem uma versão a diesel.

Atlas, o SUV que pode salvar a imagem da VW nos Estados Unidos

Enquanto isso, na Europa...

Por outro lado, a União Europeia continua cobrando um tratado similar que englobe os consumidores europeus, visto que, até o momento, a Volkswagen se nega a indenizar os donos de carros comprados no continente. "Essa diferença de tratamento entre consumidores não é legal. Os Estados Unidos ficam com os ressarcimentos, a Europa, com as desculpas. Devemos garantir que os consumidores europeus sejam tratados de maneira adequada", declarou Elzbieta Bienkowska, comissária europeia para a Indústria.

Ao jornal alemão Welt am Sonntag, um representante da Volkswagen afirmou que oferecer um pacote de indenizações similar na Europa seria “inapropriado” e “inacessível”, pois as leis locais são bem diferentes. “Você não precisa ser um matemático para entender que uma compensação em níveis arbitrariamente altos iria prejudicar a Volkswagen”, comenta Matthias Müller, CEO do Volkswagen Group.

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