Nos últimos dias, debates acalorados sobre um fundamental componente têm sido travados: cientistas planejam substituir as tradicionais baterias íon-lítio por peças feitas de alumínio-ar; até mesmo as plataformas que possibilitam a recarga mais rápida de celulares podem agora ser facilmente avaliadas. Fato é o desempenho de dispositivos móveis depende em muito de seu combustível – e é por isso que telas 4K não deverão ser instaladas em breve em mobiles.

Ao menos é o que diz Kevin Ho, presidente do departamento de produtos da . De acordo com o executivo, problemas ainda relacionados à bateria impedem que displays de altíssima resolução equipem smartphones. “Em uma tela grande, a resolução 4K é muito boa, mas em um display com cinco ou seis polegadas nossos olhos podem não dizer a diferença se levada em conta um hardware 2K”, comenta Ho.

Um usuário comum, ainda sob a visão do figurão, dificilmente notaria a diferença de resolução entre telas de 2K e 4K. Além disso, a alimentação destes displays verdadeiramente parrudos entraria em xeque. “Um display com 4K em um smartphone pode ‘aguentar’ talvez meio dia, mas uma tela com 2K é capaz de promover o uso do aparelho por até um dia ou mais”, diz. Ho explica que uma tela 4K tem quatro vezes mais pixels do que uma e Full HD – assim, o consumo de energia pode aumentar de 4 a 8 vezes.

Em janeiro, Yu Chengdong, outro dos executivos da Huawei, disse que não enxerga necessidade da adoção de telas 2K por smartphones. Para ele, não vale a pena comprometer o desempenho dos dispositivos apenas em função de pixels a mais em imagens. A companhia deixou claro que também não pretende produzir celulares com telas 2K até que uma tecnologia de bateria mais eficaz seja desenvolvida – vale mencionar que testes feitos com o Xiaomi Mi Note Pro e com o Meizu MX4 Pro deixaram claro que uma “bateria comum” ainda não dá conta de telas 2K.

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