Há quem diga que manipular ambientes virtuais em espaços físicos será realidade daqui a poucos meses (saiba mais sobre o HoloLens aqui). Fato é que debates acerca da duração de baterias ainda são constantemente travados. Promessas sobre o próximo componente que responsável por alimentar gadgets são também marca registrada do mundo da tecnologia.

E outro anúncio promissor que pretende aposentar os populares componentes de íon-lítio foi feito. Encabelado pela Fuji Pigment, o projeto apresenta uma proposta tentadora: baterias de ar-alumínio “recarregáveis”. A ideia não é nova, é verdade. O destaque da novidade, contudo, fica para a natureza do produto: baterias recicláveis que podem ser recarregadas com água.

Como a bateria funciona

Um dos principais problemas apresentados por baterias “metal-ar” é a rápida degradação de seu ânodo – alguns modelos de alumínio-ar, inclusive, chegam a liberar gás hidrogênio. O projeto da Fuji Pigment pretende otimizar a tecnologia por meio dos estudos do físico Ryohei Mori, que propõe melhorias na performance e extensão da vida útil dos componentes.

Explicamos. Grosso modo, as baterias de alumínio-ar podem ser entendidas como células primárias que precisam, assim, ser recarregadas de formas não tradicionais. O ânodo do alumínio produz alumínio hidratado como produto a partir de seu contato com o oxigênio – este material pode ser reciclado e usado para a criação de um novo ânodo, o que justifica a “natureza recarregável” da bateria.

Ainda de acordo com os cientistas japoneses, bastaria encher a estrutura do periódico com “água comum” para que a recarga fosse feita (não está claro se a água doce, por exemplo, seria mais eficiente do que a salgada). A bateria, que poder trabalhar à temperatura ambiente, é também mais segura, pois não é inflamável.

Protótipos desenvolvidos pelos pesquisadores chegaram a 0,7-0,8 V de tensão, 400-800 mAh de intensidade de corrente por célula (10 x 10 cm) – a duração da bateria pode chegar a 14 dias. É verdade: o ânodo de alumínio teria de ser periodicamente trocado; não se sabe, porém, com que frequência a substituição seria feita. O alumínio é um metal barato e a estrutura do componente é relativamente simples – baterias de alumínio-ar são usadas por equipamento militares já há algum tempo, vale dizer.

Espera-se que mais detalhes quanto à tecnologia sejam divulgados dentro dos próximos meses. Especula-se que o produto chegue ao mercado em até três anos.

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