O Japão foi atingido por dois fortes terremotos em um intervalo de poucos dias, e a indústria está sofrendo bastante por conta disso: as principais empresas do ramo optaram por parar, de forma parcial ou integral, suas linhas de produção.

As interrupções aconteceram tanto na área tecnológica como na automobilística – dois importantes segmentos para o país. A Sony fechou temporariamente suas fábricas de sensores de câmeras para smartphones em Kumamoto e Nagasaki, muito em função do risco de danos nas estruturas das fábricas.

Apesar de contar com um pouco de estoque para suprir as demandas mais urgentes, a situação pode ficar bem complicada caso a interrupção seja muito extensa – a previsão de que a situação estabilize nos próximos dias. Diversas fabricantes de smartphones, incluindo nomes como Samsung e Apple, dependem dos sensores da Sony, então existe um sério risco de que o impacto não se restrinja ao Japão.

Plano de contingência

Um porta-voz da Sony disse que "o fornecimento de peças não deverá sofrer nenhum tipo de problema imediato, mas, caso aconteça, eles notificarão prontamente". As paradas de linha são necessárias para que seja feita uma avaliação criteriosa de potenciais danos às estruturas das plantas de produção, que funcionam 24 horas por dia – e a Sony tem mais duas fábricas que produzem o mesmo tipo de sensor.

Do lado dos clientes, a Samsung afirma que não deve encontrar problemas, já que conta com outros fornecedores. A Apple ainda não se pronunciou a respeito.

Indústria automobilística também sofre

Se o segmento de tecnologia ficou prejudicado, outra área importante para a economia japonesa também sofreu com os abalos recentes: Honda, Mitsubishi, Nissan e Toyota tiveram que parar a produção em suas plantas.

A interrupção abrange tanto a parte de peças quanto a montagem de carros completos – até mesmo a Renesas, responsável por chips automotivos, se viu obrigada a suspender suas linhas.

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