'Tinder para pessoas antivacina' é removido da App Store

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A App Store, loja de aplicativo da Apple, removeu do seu catálogo um serviço destinado a reunir pessoas que são contra o processo de vacinação. Trata-se do Unjected, uma plataforma com funcionamento similar ao do Tinder, que reunia e conectava uma comunidade que não só recusa vacinas contra a covid-19 e outras doenças, mas também acredita em teorias da conspiração envolvendo os imunizantes.

Segundo a App Store, o grande problema do serviço é uma recente função adicionada à plataforma: um feed de postagens que, rapidamente, virou um espaço de disseminação de desinformação sobre o coronavírus — incluindo acusações de implantação de chips 5G e alteração do DNA, entre outras alegações já confirmadas como falsas. Ao não moderar esse ambiente, o Unjected fere as regras da Apple contra notícias falsas e "se refere de forma inapropriada" à pandemia em tema ou conceito.

Regras similares de falta de moderação foram aplicadas também ao Parler, rede social focada em "oferecer um espaço de liberdade de expressão" que foi adotada por membros da extrema-direita de vários países que se sentem censurados em redes sociais tradicionais, como Twitter e Facebook.

E o Google?

No Android, a situação tomou um caminho diferente. Segundo o site Gizmodo, o Google alertou os desenvolvedores sobre os problemas do feed de postagens em julho deste ano e ameaçaram realizar um banimento similar. Em resposta, o app removeu esse recurso, ao menos temporariamente, para não ser retirado do ar.

Na página do app no Google Play, a plataforma diz ter sido criada por duas mães preocupadas, que alegam que as vacinas contém "proteínas spike perigosas" e que geraram "documentação sobre efeitos adversos entre vacinados com consequências a longo prazo ainda desconhecidas".

O que diz o Unjected

Ainda em resposta ao Gizmodo, os responsáveis pelo app enviaram o seguinte comunicado: "A única declaração que fazemos é que somos um grupo respeitado de pessoas apoiando a sua autonomia médica e liberdade de escolha, e nós acreditamos que as políticas de censura de Google e Apple violam os nossos direitos constitucionais".

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