Como funciona a Google Assistente

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Repleta de recursos, a Google Assistente percorreu um longo caminho de atualizações até se tornar a poderosa assistente virtual como é conhecida. O software possui suporte para diversos tipos de dispositivo, tais como relógios inteligentes, celulares, televisões e caixas de som e pode ser ativado por meio de comandos de voz, abrindo um leque de funções para o usuário. Mas, o que é e como surgiu?

Lançamento

A Google Assistente deu as caras no mercado logo após seu anúncio na Google I/O 2016. No evento, o software foi revelado como parte do Allo — mensageiro proprietário da companhia encerrado em 2019 — e motor principal do Google Home, lançamento até então, conhecido atualmente como Google Nest.

Entretanto, tratando-se de integração com o sistema operacional nativo de um dispositivo, o recurso passou por um curto período de exclusividade nos celulares da linha Pixel, mas logo foi lançado para outros dispositivos Android, em fevereiro de 2017. A novidade, além de expandir o número de plataformas suportadas, também expandiu a chegada do recurso em outros países. Nesse mesmo ano, o recurso recebeu suporte oficial para o português brasileiro.

O Google Assistente está disponível em vários tipos de dispositivo. (Fonte: The Keyword, Google / Reprodução)O Google Assistente está disponível em vários tipos de dispositivo. (Fonte: The Keyword, Google/Reprodução)Fonte:  The Keyword, Google 

Atualmente, estima-se que a Google Assistente esteja presente em cerca de 30% dos celulares, enquanto também domina 30% do mercado de caixas de som inteligentes nos Estados Unidos (ficando atrás somente da Siri e Alexa, respectivamente).

Como usar e para que serve

A Google Assistente pode ser utilizada ao chamar pela icônica frase de ativação "Ok, Google!"seguida de uma solicitação ou pergunta acerca de diversos temas, dando início a um breve diálogo. Se preferir, o usuário pode ativar um recurso chamado de "Conversa Contínua", que permite intercalar diferentes tópicos em um mesmo assunto sem precisar de uma nova ativação.

Embora os comandos de ativação por voz sejam a maneira mais comum de "acordar" assistentes virtuais, a Google estuda uma maneira de dispensá-los na realização de tarefas simples, como  desativar alarmes e temporizadores, que deve ser lançada em breve. Alternativamente, também é possível acionar a Google Assistente por meio de gestos ou o pressionamento de botões, conforme a plataforma em funcionamento.

O Google Assistente possui capacidade de controlar diversos tipos de dispositivos inteligentes. (Fonte: The Keyword, Google / Reprodução)O Google Assistente possui capacidade de controlar diversos tipos de dispositivos inteligentes. (Fonte: The Keyword, Google/Reprodução)Fonte:  The Keyword, Google 

Nesse sentido, um dos recursos mais poderosos da Google Assistente é a capacidade de funcionar como um ponto principal de integração entre dispositivos inteligentes, tornando a criação de um ambiente automatizado muito mais simples.

Seja por meio do Google Nest ou do aplicativo Home, o usuário pode controlar tarefas como ajustar a luminosidade de lâmpadas, trocar canais de TV e muito mais, desde que possuam suporte e estejam devidamente configurados.

Exemplos de comando

A Google Assistente conta com uma extensa gama de comandos que podem ser úteis em diversas situações no cotidiano de cada usuário. Para ilustrar o potencial do software, confira abaixo alguns entre os muitos comandos que valem a pena conhecer:

Após dizer "OK, Google", diga:

  • Qual é a previsão do tempo para hoje?
  • Como está o trânsito?
  • Toque [diga o nome da música] no [diga o nome do aplicativo]
  • Me conte as notícias do dia
  • Me acorde às 8h

Como funciona

De maneira descomplicada, é possível afirmar que a Google Assistente funciona por meio de um sistema de inteligência artificial baseada em nuvem, que utiliza comandos e solicitações recentes para sintetizar uma interpretação das intenções do usuário. Como resultado, o software consegue entregar a melhor resposta para a ordem que lhe foi dada baseando-se no contexto fornecido por dados estabelecidos em cada perfil.

Por sua vez, a seleção da resposta possui um processo de avaliação próprio, disposto em um ranque que varia conforme fatores como: o grau de certeza de que a Assistente compreendeu o pedido, grau de satisfação de outros usuários com uma resposta a solicitações semelhantes, há quanto tempo a resposta foi criada etc. O peso desses critérios muda conforme as preferências de cada usuário, bem como a forma que costuma interagir com a Assistente.

As respostas fornecidas pelo Google Assistente passam por um rigoroso critério de avaliação em apenas segundos. (Fonte: Google / Reprodução)As respostas fornecidas pelo Google Assistente passam por um rigoroso critério de avaliação em apenas segundos. (Fonte: Google/Reprodução)Fonte:  Google 

Para respostas mais específicas, como em qual plataforma de streaming a Google Assistente deve reproduzir uma mídia, o software considera a preferência estabelecida pelo usuário ou, caso não haja uma, as empresas que mais costuma usar (além da popularidade entre os usuários que compartilham características semelhantes).

Dessa maneira, a Google Assistente se destaca como o mais "inteligente" entre os demais assistentes virtuais em muitos quesitos, promovendo dinamismo e precisão nas respostas.

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