Reconhecimento facial de startup carioca combate racismo algorítmico

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Superando problemas relacionados a racismo algorítmico, a startup carioca CyberLabs apresenta, em parceria com a NVIDIA Enterprise, o KeyApp, uma tecnologia de reconhecimento facial desenvolvida com "fotos e vídeos de pessoas 'reais', estrangeiras e brasileiras, abrangendo uma diversidade de raças jamais vista em uma solução desse tipo."

Sistemas, alimentados por bases de dados que não contemplam determinadas populações tendem a apresentar resultados menos efetivos na identificação de indivíduos, gerando debates intensos.

Agora, condicionada a detectar e diferenciar um conjunto abrangente de cor de pele, traços, formato dos olhos e outras características que permitem distinguir brancos, pretos, indígenas e asiáticos com acurácia semelhante, a solução proprietária baseada em inteligência artificial, defende a companhia, elimina um dos principais desafios para empresas de tecnologia e soluções do tipo.

Tecnologia brasileira abrange diversidade jamais vista.Tecnologia brasileira abrange diversidade jamais vista.Fonte:  Reprodução 

De acordo com resultados obtidos em teste de acurácia sobre banco de imagens de faces multirracial, Racial Faces in-the-Wild (RFW), a novidade já apresenta nível de precisão de 99,84% para faces de pessoas de pele escura – sendo que taxas em concorrentes variam de 75,8% a 87,5%, segundo dados apresentados pelas próprias empresas.

"A diversidade da população brasileira reflete diretamente na abrangência do nosso banco de dados", explica, Marcelo Sales, fundador e presidente da CyberLabs. "Continuamos abastecendo o KeyApp para alcançar níveis de precisão cada vez mais altos, é um processo de melhoria sem fim", complementa.

Marcelo Sales, fundador e presidente da CyberLabs.Marcelo Sales, fundador e presidente da CyberLabs.Fonte:  Reprodução 

Imenso potencial tecnológico

Foram necessários mais de três anos de dedicação a pesquisas para a criação do KeyApp, indica a empresa, e a aliança com a NVIDIA possibilitou a redução de processamentos que levariam de duas a três semanas para apenas sete dias, garantindo rapidez e interação aos processos.

"É um grande orgulho para a NVIDIA Enterprise fazer parte de um avanço tão significativo para uma sociedade justa e segura para toda a população. O Brasil tem um imenso potencial tecnológico para se trabalhar com inteligência artificial e esse projeto da CyberLabs é mais uma prova disso", comemora Marcio Aguiar, diretor da NVIDIA Enterprise para América Latina.

Por fim, instalado em entradas e passagens, o KeyApp funciona como uma ferramenta de controle de acesso, e a tecnologia segue todos os preceitos da LGPD, defende a companhia. "Nossa missão é oferecer uma tecnologia compatível com a diversidade e miscigenação da população brasileira", finaliza Sales.

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